Robots of Brixton (Robôs de Brixton) é uma animação de ficção científica dirigida por Kibwe Tavares,
para seu projeto de graduação na Bartlett School of Architecture. O
curta, que combina CGI com design de arquitetura e fotografia, faz
referência ao famoso bairro de Londres onde a comunidade local, motivada
pelo constante cerco policial, uniu-se aos punks e promoveu um épico
quebra-quebra nos anos 1980.
Ao contar a história de um robô oprimido que luta contra a polícia, a
animação mescla cenas reais do passado e efeitos visuais modernos com
bastante veracidade. Confira o vídeo :
Em 2008, a DreamWorks trouxe um simpático personagem para os cinemas.
Po, um urso panda "filho" de pato e dono de um restaurante de macarrão,
além de fã de Kung Fu. Com todas as estranhezas e referências
orientais, no entanto, nada mais era do que uma nova aventura em torno
do predestinado. Po era o guerreiro dragão prometido na profecia e cabia
ele o equilíbrio da paz. Mas, se naprimeira aventura ele precisava provar que era capaz para aquela simpática vila, agora ele tem que fazer isso em toda a China.
O filme traz Po já estabelecido, vivendo tranquilamente com seus amigos
mestres Shifu, Tigresa, Macaco, Víbora, Louva-deus e Garça. Porém, surge
um novo inimigo com uma arma aparentemente invencível que planeja
acabar com o Kung Fu e conquistar a China. É claro que Po e seus
cinco amigos precisam ir até ele para salvar o país e a filosofia da
arte marcial que praticam. Mas, ele não sabe que este inimigo representa
muito mais. Há uma saga épica que inclui profecias, vinganças e mágoas
familiares. E isso tudo é bem construído no roteiro de Jonathan Aibel e
Glenn Berger. Maduro e divertido, essa nova aventura do panda mais
inusitado do cinema pode conquistar a todos.
O
prefácio já empolga mostrando a história de Lorde Shen, um pavão filho
da família real que não se contentou com o trono do pai. A vidente do
reino alertou para o problema e que ele seria derrotado por um guerreiro
preto e branco. Lorde Shen resolveu então eliminar esse provável
inimigo e horrorizou seus pais que o expulsaram. Agora ele quer vingança
e o domínio da China. O mais interessante nesse início é a forma como é
contada, com uma animação 2D que dá a sensação de uma maquete de papel,
envolvendo de forma criativa o espectator. Esse recurso é utilizado
também para as lembranças de Po mais a frente.
A animação é muito bem feita, desenhando de forma empolgante os
cenários, a composição dos personagens e a trilha sonora. Na primeira
luta dos seis com os lobos, a trilha casa perfeitamente com os golpes
construindo uma sinfonia próxima ao grupo Stomp. É interessante
ver os golpes nos telhados, nos metais e nas madeiras soarem no tom
perfeito. As demais cenas de luta não utilizam o mesmo efeito, que
ficaria cansativo, mas também são bem orquestradas.
Outra coisa que chama a atenção no filme são as referências a cenas de filme. Vemos Coração Valente
quando Po e os cinco entram na cidade e vêem o martelo do Mestre
Thundering Rhino no chão com um laço vermelho. Não tem também como não
associar a construção das máquinas de Lorde Shan com o exército de
Saruman em O Senhor dos Anéis,
desde as vestimentas brancas do mau, à toda a composição do cenário.
Ainda mais que em paralelo vemos a jornada de Po e os furiosos como se
fossem a sociedade do anel passando por montanhas, neves e estradas.
Temos ainda uma cena rápida de Po que lembra muito O Exterminador do Futuro e uma cena que a resolução muito se assemelha a Hook, a volta do Capitão Gancho. Isso sem falar de algumas semelhanças com Wolverine, já que Po está lutando contra o inimigo e tem flashs do passado que o paralizam.
O clima de Kung Fu Panda 2
segue o primeiro filme, misturando ação com muito humor. Toda cena de
Po tem que trazer uma piada junto, por mais que ele aprenda a arte
marcial e busque a paz interior. Quanto o mestre Shifu diz que só
encontrou o equilíbrio através do sofrimento de ver Po sendo revelado o
Mestre Dragão temos a noção exata da idéia de construção do filme. Mas,
isso não impede sequências emocionantes como a de Tigresa e Po subindo a
Torre em chamas, ou a mensagem repetida pelo pai postiço do panda e
pela vidente: Não é o passado, mas o que você decide no presente que lhe
define.
Kung Fu Panda 2 É uma boa opção familiar, que não precisa ser em
projeção 3D, que acrescenta na profundidade, mas não traz novidades. Na
verdade o enquadramento é até errôneo em alguns momentos, como na cena
da espada que fica cortada na tela em vez de manter sua ponta em nossa
frente que seria mais ameaçador. Ainda assim é essa mistura inteligente
de filme infantil com referências adultas que tanto nos agradam. Uma
obra madura que acrescenta ao primeiro filme, além de divertir e
encantar visualmente. Mas, não consegue ultrapassar o limite do
esperado, como fez por exemplo Toy Story 3.
A dupla mais maluca dos anos 90 está de volta. Quer dizer, quase. Já
que a reestréia do desenho acontecerá em outubro, na MTV norteamericana.
De qualquer forma, a MTV exibiu um mini-episódio de Beavis and Butthead
em um de seus paineis na Comic-Con.
Intitulado como “Holy Cornholio”, o episódio esculacha o MMA, Jersey
Shore e até mesmo clipes no YouTube. Pra variar, vale muito a pena. Sem
mais, fique com o trecho exibido no evento.
Nas últimas duas semanas mais de 2 milhões
de brasileiros saíram orgulhosos do cinema. O motivo é “Rio”, animação
de Carlos Saldanha que estreou em 150 países.
Não é para menos. O filme é uma linda homenagem ao Rio de Janeiro e
chega para coroar nossa ótima fase de queridinho do planeta. É Copa, é
Olimpíadas, é cenário de filme, é palco para shows internacionais, é
mercado para atores estrangeiros… É o país do futuro, enfim, tornando-se
o país do presente.
Saldanha – que mora nos Estados Unidos há quase 20 anos – é o brasileiro
que deu certo. Depois de ficar famoso em Hollywood com a série “A Era
do Gelo”, realiza o sonho antigo de mostrar os encantos cariocas para o
resto do mundo.
Nas inúmeras entrevistas concedidas para divulgar seu trabalho, Saldanha
revelou que todas as vezes que vinha ao Brasil lia reportagens sobre
pinguins que chegavam à costa brasileira ou sobre tráfico de aves
exóticas.
Como sempre teve interesse por temas ecológicos, começou a colecionar
essas histórias. Mas, enquanto maturava a ideia, surgiram vários filmes
com pinguins e ele teve de mudar o personagem principal. Daí a opção
pela ararinha-azul.
“Rio” parte da história de duas ararinhas-azuis para falar sobre o tráfico de aves exóticas e mau-trato animal.
Blu e Jade nunca se viram. Ele mora em Minnesota desde que foi capturado
ainda filhote na Floresta da Tijuca e ela vive no Rio de Janeiro. Eles
precisam se acasalar porque são os últimos exemplares da espécie.
Nos Estados Unidos, as ararinhas têm as vozes de Jesse Eisenberg (o
garoto de “A Rede Social”) e de Anne Hattaway (“O Diabo Veste Prada”).
Enquanto espetáculo visual e representação do espírito brasileiro, o
filme de Saldanha é perfeito. É emocionante contemplar numa animação em
3D o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Vista Chinesa, os Arcos da
Lapa, o bondinho de Santa Teresa e a Marquês de Sapucaí. De arrepiar
mesmo.
Além disso, estão presentes todos os elementos que definem nossa
“identidade nacional”, como a paixão pelo futebol, o Carnaval, a
alegria, mas também a malandragem, a miséria dos morros e a infância sem
perspectiva.
A produção tem o mérito de mostrar as duas faces do Rio – nem tanto ao mar do Leblon, nem tanto às balas perdidas.
Mas enquanto diversão, “Rio” só entretém nos 20 minutos iniciais. Após
uma abertura deliciosa, cheia de som e fúria, o que se vê é uma história
que renderia um bom curta, não um longa-metragem. Os conflitos são tão
envolventes quanto a trama de uma gaze.
“Rio” tem poucas cenas apoteóticas. Uma delas é tascar um “Say You, Say
Me”, de Lionel Ritchie, logo que o casal de ararinhas-azuis troca o
primeiro olhar. Um tiro.
A dica para encarar “Rio” sem sentir o comichão de sair da sala é
apreciar a paisagem e curtir a trilha sonora – que ficou a cargo de
Sérgio Mendes. O músico convidou amigos como Will.i.am (do “Black Eyed
Peas”), Carlinhos Brown e até Jamie Foxx (o eterno Ray Charles).
Uma coisa é certa: o Rio de Janeiro continua lindo.
22 anos. Uma longevidade dessas não é para qualquer programa. É certo
que o sucesso comercial dos Simpsons lhe rendeu um avanço cada vez mais
crescente em sua qualidade técnica e a frequente participação de
celebridades, mas, em contrapartida, tirou-lhe um pouco da audácia e da
acidez. Isso sem contar plots que fatalmente vão parecer muito
semelhantes a alguns usados, mesmo que não sejam repetições.
Se observe, no entanto, que nas últimas temporadas os produtores vem
travando um esforço para provar que o programa ainda é relevante, usando
de um humor negro mais sutil (o que apresentaria a série como uma
alternativa mais “sofisticada” que sua sucessora Family Guy), e ousando
algumas vezes, como com a polêmica abertura de Banksy.
De qualquer modo, temos que considerar que a sociedade atual já
passou pelos Simpsons, e não vai mais se chocar tão facilmente com as
verdades que a família amarela nos joga na cara. Os grandes inimigos de
Homer e companhia podem ser eles mesmos.
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O 22º ano estréia neste domingo, 20 de março. Fox, domingos, 20 horas.
Na próxima semana o Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, vai sediar o Rio Content Market. O Maior evento de conteúdo audiovisual da América Latina.
Segundo a organização do Evento, O Rio Content Market, que reforça o crescimento desse setor no Brasil, visa a criar novas oportunidades de negócios para a produção independente de conteúdo audiovisual;
aproximar potenciais parceiros internacionais e brasileiros nas áreas
de novas mídias, TV, interatividade e games; estimular a exportação, a
promoção e a difusão de conteúdo audiovisual; promover o setor de
production services, demonstrando as facilidades e as vantagens de se
produzir aqui; e apoiar a crescente participação brasileira no mercado
mundial da chamada Economia Criativa, um setor econômico que alia
cultura, criatividade e tecnologia. Para isso, serão promovidos painéis,
debates, pitchings com rodadas de negócios e encontros com 30 dos mais
influentes decision makers do audiovisual mundial.
E a Animação tem a sua participação neste evento: No painel especial do dia 17 “Animação brasileira – Mantendo a boa fase”, representantes da TV Pinguim, 2DLab, Mixer e Flamma discutem como prolongar o sucesso de produções como “Peixonauta”, “Meu AmigãoZão”, “Princesas do mar” e “Escolas pra cachorro”
dentro e fora do Brasil. Já o painel do dia 18 foca as tendências
internacionais em narrativas e a influência das novas tecnologias
digitais no setor de animação. Josh Sellig (Little Airplane), Wesley Lui
(House of Cool) e Heungsoo Park (Gime) são os palestrantes convidados. A
animação será o foco ainda no pitching promovido pelo
Programa Internacional de Capacitação da ABPI-TV, onde autores de três
projetos vencedores farão uma apresentação para profissionais do
mercado.
O Rio Content Market vai acontecer dos dias 16 a 18 de Março. Clique aqui para maiores informações.