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Trailer de “Total Recall”, remake de “O Vingador do Futuro”!

A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de Total Recall, remake de “O Vingador do Futuro”, sci-fi estrelada por Schwarzenegger nos anos 1990. Baseado na obra We Can Remember It For You Wholesale de Philip K. Dick, o longa é um thriller de ação cheio de reviravoltas e traz Colin Farrell como protagonista, no papel que outrora pertenceu ao ex-Governator.
Na trama, Farrell interpreta Douglas Quaid, operário de fábrica que decide sair da rotina maçante e transformar-se num super-espião usando os serviços da Rekall, empresa hitech que implanta memórias no cérebro. Mas, algo dá errado durante o processo e de repente Quaid se vê perseguido pela policia e lutando com o movimento rebelde para derrubar o estado totalitário. Assista:

Na nova versão, as viagens à Marte são descartadas em prol de uma premissa que envolve disputa pela supremacia entre os estados-nações Euroamerica e New Asia. Bryan Cranston faz o chanceler euroamericano, que secretamente prepara uma invasão sob o pretexto de defender o povo euroamericano. Kate Beckinsale (no papel que foi de Sharon Stone) interpreta a esposa de Quaid e Jessica Biel faz o interesse amoroso do herói no lado da resistência, liderada por Kuato (Bill Nighy). A direção ficou a cargo de Len Wiseman (“Anjos da Noite”). A estreia de Total Recall está marcada para 3 de agosto.


By Getro

Novo trailer legendado de “Prometheus”!


A expectativa em torno de Prometheus, sci-fi dirigida por Ridley Scott (“Gladiador”), prólogo não-assumido de “Alien” é tão grande, que durante esta semana a 20th Century Fox lançou dois teasers para alimentar o hype e deixar os fãs antenados com o novo e completo trailer que acaba de sair. Em entrevistas, Scott disse que aproveitou o roteiro de Damon Lindelof (da série “Lost”) para criar uma nova ficção, ao invés de retornar a franquia alienígena. Difícil de acreditar ao assistir a prévia abaixo, onde é possível vislumbrar o Spacejockey – o extraterrestre que conduzia a espaçonave com os ovos aliens -, um personagem com fortes dores estomacais e outro desesperado como se alguma “coisa” estivesse entrado do seu traje. Assista:
A história, que envolve o mistério da origem da humanidade na Terra, se passa no ano de 2085, quando uma equipe de exploradores, para salvar a raça humana, parte numa viagem interplanetária aos confins da galáxia. O filme explorará as consequências das descobertas e da interferência humana nesta nova missão.
Noomi Rapace (Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras), Michael Fassbender (X-Men: Primeira Classe), Charlize Theron (Branca de Neve e O Caçador), Ian Holm (O Hobbit), Lance Henriksen (Aliens, O Resgate), Winona Ryder (Alien, A Ressurreição), Idris Elba (Thor), Patrick Wilson (Watchmen), Guy Pearce (Mundo Animal) e Ben Foster (O Mensageiro) estão no elenco.
A estreia de Prometheus acontece no dia 08 de junho de 2012 nos EUA.

By Getro

Novo e impactante trailer de “Os Vingadores”

A Paramount divulgou o segundo trailer de Os Vingadores. A adaptação dos quadrinhos é dirigida e roteirizada por Joss Whedon, e conta no elenco com Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Hemsworth (Thor), Chris Evans (Capitão América), Mark Ruffalo (Hulk), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Samuel L. Jackson (Nick Fury), entre outros personagens Marvel.
A prévia mostra o ataque a Nova York (com direito a muitas explosões) e a revelação de que Loki (Tom Hiddleston) está por trás dos eventos. O trailer, apesar de toda a adrenalina, ainda mantém segredo quanto a raça alienígena comandada pelo irmão maligno de Thor, preferindo concentrar-se na formação da superequipe e na relutância de cada membro em participar do grupo.  Assista:



No Brasil, Os Vingadores chega em 27 de abril.

by Getro

Dica de Filme : Sherlock Holmes 2: O Jogo das Sombras


O detetive britânico mais astuto e arrogante está de volta. A franquia iniciada em 2009, dirigida por Guy Ritchie (Rock'n'Rolla) e estrelada por Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) e Jude Law (Contágio) - que retornam nos papeis de Holmes e Watson - ganha sua sequência, já antecipando a pré produção de Sherlock Holmes 3. Nesta nova aventura, Holmes e Watson enfrentam o perspicaz Professor Moriaty.
A primeira produção dessa franquia, mesmo com sua singularidade, não empolgou os espectadores. Já esta, mostra que os realizadores fizeram seu homework e aprimoraram os erros cometidos na anterior, adicionando mais tempero. A direção de Guy Ritchie imprime maior confiança. Para quem conhece seus filmes de assinatura (como Snatch e Jogos e Trapaças), sabe que o primeiro Sherlock Holmes não fez justiça ao talento e no estilo underground do cineasta. Já neste, Ritchie mostra sua identidade e aplica na narrativa traços dela (narrativas em off, diálogos afinados, montagem linear fragmentada).
 
Ritchie se mostrou também mais íntimo do personagem em questão, ressaltando seus traços de caráter tanto na direção de seus atores quanto na trama em si. O que proporcionou ao diretor a possibilidade de se arriscar e permitir um mergulho mais sincero na atmosfera de Sir Arthur Conan Doyle. E esta intimidade e aprimoramento de Ritchie, ocasionou nos atores maior segurança e desenvoltura na atuação. A dupla Jude Law e Robert Downey Jr. se mostrou mais entrosada, com mais vontade, com energia e química melhores. Robert tem seu humor mais aproveitado tanto no roteiro quanto na direção. Em momentos em que o texto não é dito, percebe-se a naturalidade do ator em sê-lo sem palavras. As gags de Robert fazem-se necessárias na construção e seu humor ácido integram o caráter de Holmes. Sem contar seu brittish accent, que está mais natural e evidente.
Mas não só na direção e atuação do elenco, o longa revela uma evolução. A montagem aplica recursos de fragmentação, o que auxilia a narrativa. Além de - em alguns momentos - abusar do humor. As sequências de ação são um show à parte, estão mais vertiginosas que o primeiro e aparecem com mais frequência ocupando grande parte da narrativa. Sem esquecer do humor. Um recurso muito utilizado por Ritchie no anterior é o slow motion, que pontuavam os pensamentos de Holmes. Neste, se faz presente em several times. Nas sequências de ação esta técnica dá um diferencial e uma mise-èn-scene interessante.
Sherlock Holmes 2: O jogo das Sombras é - além de um filme tecnicamente bem executado -, uma segunda chance de Ritchie se redimir do primeiro longa e aos fãs do detetive um presente. O terceiro Sherlock Holmes está em fase de pré produção, que os realizadores não percam o que ganharam com este.
Recomendo.

Cinepop:Thais Nepomuceno 

Dica de Filme: Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres


David Fincher é um dos melhores diretores americanos em atividade. O cineasta adora uma narrativa calcada na racionalidade, movida pela brutalidade e frieza das ações humanas. Sua parceria com o pragmatismo e ávido detalhismo do falecido escritor Stieg Larsson, autor da aclamada trilogia literária Millennium, rendeu o ótimo e dinâmico Os Homens que não Amavam as Mulheres, refilmagem do original sueco de 2009. Combinando elementos de dois dos seus melhores filmes, Fincher misturou a implacável selvageria de Clube da Luta com a investigação detida e meticulosa apresentada em Zodíaco, e no processo, superou a obra original inaugurando uma nova franquia nos cinemas.
Fiel ao livro, o roteirista Steven Zaillian realizou pequenas concessões no material original, reduzindo a super-exposição da vida sexual do editor e jornalista da revista Millennium, Mikael Blomkvist (Daniel Craig), e afastando o cotidiano da redação da publicação. Essas modificações permitiram ao script concentrar-se na história de Blomkvist, que depois de ver sua credibilidade (e bolso) atingidos numa acusação de calúnia, é “convidado” pelo magnata Henrik Vanger (Christopher Plummer) a investigar o misterioso desaparecimento de sua sobrinha Harriet ocorrido há mais de 40 anos na isolada localidade de Hedestad. Entretanto, ele envolve-se em uma trama maior do que imaginara a princípio, e com a ajuda da – permitam-me momentaneamente o reducionismo – hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara), investiga um perigoso assassino de mulheres.
De estatura diminuída e composição corporal frágil, ostentando piercings e tatuagens e trajando roupas de couro dark (um mecanismo de proteção), Lisbeth ergue agressivamente a bandeira do feminismo em um mundo dominado por homens poderosos e corruptos que não hesitam em usar a força física para dominar e abusar das mulheres ao seu redor. Ela, porém, não é uma heroína, é uma pária da sociedade, uma sociopata calculista e violenta, fruto de incontáveis abusos sofridos. Interpretada por Mara (merecidamente indicada ao Oscar) com afinco e comprometimento, sua Lisbeth é uma mulher hostil em estado de alerta pronta para revidar e reagir. Debaixo do visual hardcore, de um olhar quase sem vida e das demonstrações explícitas de raiva e violência (os gritos guturais revelam-se perturbadores), ela encontra uma bem-vinda insegurança nas ações de Lisbeth no carinhoso afeto dirigido a seu ex-tutor, e reconhecer ser problemática diz muito sobre o seu complexo caráter.
Elaborando rimas que aproximam Mikael e Lisbeth, notadamente na maneira com que cada um utiliza o computador, Fincher novamente mostra-se interessado nos pequenos detalhes que envolvem uma investigação e nenhuma pista é desprezada ou descoberta sem relativo emprego de esforço. Sem dosar nas cenas mais gráficas, há pelo menos duas intensas e repulsivas e noutro momento dentes voam nitidamente após o golpe desferido por um taco de golfe. Enquanto isso, a fotografia acerta no sépia ao retratar o conflituoso passado dos Vanger, no distanciamento dos membros da família e a insensibilidade esperada do lar de uma tragédia. Dessa forma, a direção de arte acerta na individualização dos lares de cada um dos membros, especialmente no asséptico e moderno de Martin (Stellan Skarsgard), ou no nostálgico e grandioso interior da mansão de Henrik.
O final escrito por Steven Zaillian é sensivelmente diferente do longa sueco e dos livros, porém mais coerente e inteligente, um outro atrativo para quem assistiu ao original. Apesar do seu ótimo trabalho, Fincher certamente será esquecido como referência para Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Com a incômoda trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Rosa (colaboradores de Fincher em A Rede Social) que despertam os intransigentes sons de traumas, dores e o furor interno de Lisbeth, esta obra ficará conhecida como o filme que alçou Rooney Mara ao primeiro escalão das atrizes.

Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo)
EUA/Suécia/Inglaterra/Alemanha 2011 – 158 min.
Direção: David Fincher. Roteiro: Steven Zaillian.
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgard, Robin Wright, Steven Berkoff.



by Getro

Dica de Filme: As Aventuras de Tintim

 Falar de As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin) é recordar o Steven Spielberg que, mesmo aos 65 anos, mais parece um garotinho detrás das câmeras extasiado com as infinitas possibilidades apresentadas pelo mundo da animação. De espírito jovial e um ritmo ágil que concatena um clímax atrás do outro (ajudando a disfarçar a fragilidade do roteiro), o diretor nos recorda de suas melhores aventuras, como Os Caçadores da Arca Perdida e O Parque dos Dinossauros. Amparado pela produção precisa de Peter Jackson (Senhor dos Aneis), Spielberg redescobre a coragem comprometida na demasiada cautela com que comandou filmes como Guerra dos Mundos, criando uma narrativa que não hesita em colocar seu herói em perigo de morte.
Sem perder tempo apresentando Tintim ao grande público que não conhece as tirinhas do cartunista belga Hergé, o roteiro limita-se a descrever a personalidade do jovem repórter através de suas aventuras e observações realizados cotidianamente, como a curiosidade e fascínio despertado pelos mistérios existentes em antiguidades. Aqui, ele e seu inseparável fox terrier Milu eventualmente esbarram em uma réplica do Licorne, uma mítica embarcação que desapareceu sem deixar vestígios, objeto de desejo do colecionador inescrupuloso Ivan Sakharine. Perseguido por seus capangas, Tintim é literalmente arremessado em uma aventura que o leva a alto-mar, ao deserto do Saara e a um longíquo território árabe (a fictícia Bagghar) na busca do segredo encerrado na história do amigo Francis Haddock.
Reconhecendo a importância de Tintim ao apresentá-lo nos traços originais do seu criador, Spielberg transforma o personagem numa espécie de jovem Indiana Jones (as semelhanças são óbvias demais para serem descartadas). Confortável com a câmera digital, o diretor investe na liberdade dos movimentos, ângulos e tomadas, compensando as falhas da narrativa com abundantes sequências de ação que deslumbram e cegam o espectador, impedindo-o de enxergar que a simplicidade da história contada realmente não faz jus à perspicácia do seu herói.
A técnica de captura de movimentos apresentada é mais evoluída do que a usada por Robert Zemeckis nos seus filmes (O Expresso Polar, Beowulf ou Os Fantasmas de Scrooge), e a animação não cessa de surpreender nos pêlos arredios de Milu e nos fios presos no casaco de Tintim, bem como nas imperfeições da pele dos personagens, as manchas, cravos e a barba a fazer. Mesclado com o olhar minuncioso de Spielberg, a direção de arte, a fotografia (com bom uso de sombras e fachos de luz) e a a envolvente trilha sonora de John Williams (a melhor deles em anos), fazem de As Aventuras de Tintim uma animação visualmente impressionante.
Mas é a fluida montagem de Michael Kahn, colaborador habitual de Spielberg, e as intensas cenas de ação os verdadeiros tesouros do filme. Provando novamente porque é quem é, Spielberg finalmente afugenta a covardia que vira e mexe prejudicam seus filmes e não pisa no freio sequer na imagem de um marujo que perdera as pálpebras (algo certamente incômodo para os mais novos). No processo, ele abraçou o jovem cineasta vivo dentro de si e criou uma aventura excitante que, contornando o fiapo de história no qual é baseado, inaugura uma formidável franquia nos cinemas.
observação: não é um filme infantil, pois tem várias cenas de luta, tiroteio, consumo de bebidas e até assassinato... 
Recomendo. Vale cada centavo.

by Getro

“Blade Runner” revisitado em curta sci-fi

Para promover o lançamento da moderna câmera de vídeo Canon C300, a Stargate Studios – empresa responsável pelos efeitos visuais de várias séries de TV como Walking Dead, Heroes e 24 Horas – foi contratada para realizar um curta-metragem que aproveitasse ao máximo as capacidades do produto. Dirigido por Sam Nicholson, XXTI custou cerca de US$ 20 mil e não deixa dúvidas quanto a qualidade do novo brinquedinho da Canon.
O curta sci-fi futurista de 11 minutos, revisita o universo do cult Blade Runner dirigido por Ridley Scott em 1982, e conta a história de uma replicante (Nicollette Sheridan) que precisa viajar de volta no tempo para salvar a vida do humano original de quem ela foi clonada. Produção caprichadíssima que serve não só para matar saudades do clássico como também para atiçar a curiosidade em torno do prelúdio que será lançado em 2013. Confira:

XXIT - Demo from Stargate Studios on Vimeo.
E para os curiosos, o making of: 

XXIT Behind The Scenes from Stargate Studios on Vimeo.

By Getro

Dica de Filme: MISSÃO IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA

 A missão não era impossível, mas difícil. Fazer o quarto filme da franquia Missão Impossível não se transformar numa sequência vazia com claro propósito de faturar mais alguns milhões de dólares em cima do sucesso dos longas anteriores. Missão dada, missão cumprida. Brad Bird e o roteirista André Nemec conseguiram dar novo fôlego à série, levando ao público um filme de ação tão bom – e em muitos aspectos melhor – do que os anteriores.

Graças ao roteiro muito bem amarrado, toda a história se desenvolve prendendo a atenção do espectador do começo ao fim e de forma inteligível. Desta vez, Ethan Hunt (Tom Cruise) é acusado por um atentado terrorista ao Kremlin, sede do governo russo. O incidente leva o presidente dos Estados Unidos a dar início ao “Protocolo Fantasma” do título, que significa a desativação completa da agência de espionagem. Deixado sem nenhum recurso ou apoio, o superagente tem de encontrar uma maneira de provar sua inocência, evitar uma guerra nuclear, fugir da polícia russa e capturar os verdadeiros culpados. Simples assim.

Para cumprir a missão “impossível” Hunt conta com a colaboração de colegas fugitivos da IMF cujos motivos pessoais ele não conhece completamente. Nesses papéis estão os atores Jeremy Renner, Simon Pegg e Paula Patton. Como cada um dos personagens que interpretam foram bem escritos, nenhum deles ocupa espaço desnecessário na trama. Paula, como a agente Jane Carter, faz o estilo durona e busca algo mais do que simplesmente evitar uma tragédia nuclear. Ela quer vingança. Renner dá vida a um burocrata que, ao longo da trama, demonstra ter habilidades que não condizem com sua situação. Por último, o especialista em tecnologia Benji Dunn (papel de Pegg) pontua a história com muito humor - grande sacada desse quarto episódio. O quarteto funciona muito bem na tela e seus personagens são críveis aos olhos da audiência, mesmo que realizando proezas sobre-humanas.

Quem vai ao cinema ver um filme como Missão Impossível quer ver ação e muita aventura na tela. E isso não falta neste novo capítulo da franquia. Neste caso, com uma vantagem: nada é gratuito e sem propósito como em muitos filmes do gênero que vemos por aí. As sequências, muito bem dirigidas por Bird, estão inseridas em encaixe perfeito com a trama do filme. Temos uma história – por mais improvável que seja – a dar embasamento a toda movimentação, que inclui cenas de deixar o espectador com os dedos cravados nos braços da poltrona.

O principal antagonista do filme é Kurt Hendricks (Miachael Nyqvist), um vilão à moda antiga cujo objetivo é destruir o mundo, pois acredita que ele renasceria melhor. Talvez aqui a produção do longa tenha cometido um erro na escolha. Nyqvist não chega a comprometer, mas fica claro que um ator com mais potencial para o tipo (Jeremy Irons, Alan Rickman, Terence Stamp, Alfred Molina, só para citar alguns) teria dado outra dimensão ao personagem. A vilã secundária é Sabine Moreau, vivida pela bela atriz francesa Léa Seydoux. Ela é uma assassina profissional sem ideologias e disposta a eliminar qualquer um por dinheiro, ou melhor, diamantes. Seu rosto angelical contrasta com sua frieza e dá o charme da personagem.


Missão Impossível: Protocolo Fantasma  (Mission: Impossible - Ghost Protocol) é uma ótima opção para quem quer curtir um bem realizado filme de ação. RECOMENDO ! MUITO BOM FILME.


By Cineclick

Os personagens de Brad Pitt no Cinema

Chegou a vez do astro Brad Pitt ganhar uma estampa de camiseta com seus personagens pela mãos de Derek Eads. O designer e cartunista norte-americano resolveu homenagear o ator em comemoração aos seus 48 anos (completados em 18 de dezembro de 2011). As pequenas participações em filmes e/ou seriados de TV ficaram de fora. Confira abaixo e tente reconhecê-los:


Não é muito fã do Sr. Jolie? Veja o gabarito:
1ª Fila: Thelma e Louise, Johnny Suede, Mundo Proibido, Nada É Para Sempre, Kalifornia, Amor à Queima-Roupa, Um Favor Indecente;
2ª Fila: Entrevista com o Vampiro, Lendas da Paixão, Seven, 12 Macacos, Inimigo Íntimo, Sete Anos no Tibet, Encontro Marcado;
3ª Fila: Clube da Luta, Snatch, A Mexicana, Jogo de Espiões, Onze Homens e Um Segredo, Tróia, Sr. e Sra. Smith;
4ª Fila: Babel, O Assassinato de Jesse James, Queime Depois de Ler, Curioso Caso de Benjamin Button, Bastardos Inglórios, A Árvore da Vida, O Homem Que Mudou o Jogo.

by Getro

“Robots of Brixton”: animação sci-fi

Robots of Brixton (Robôs de Brixton) é uma animação de ficção científica dirigida por Kibwe Tavares, para seu projeto de graduação na Bartlett School of Architecture. O curta, que combina CGI com design de arquitetura e fotografia, faz referência ao famoso bairro de Londres onde a comunidade local, motivada pelo constante cerco policial, uniu-se aos punks e promoveu um épico quebra-quebra nos anos 1980.
Ao contar a história de um robô oprimido que luta contra a polícia, a animação mescla cenas reais do passado e efeitos visuais modernos com bastante veracidade. Confira o vídeo :

By Getro.com.br

“NEUROMANCER”: CLÁSSICO DA FICÇÃO CIENTÍFICA QUE INSPIROU “THE MATRIX” FINALMENTE VIRA FILME


‘Neuromancer’, de William Gibson, um dos livros de ficção científica mais famosos dos anos 80, vai finalmente virar filme. As especulações sobre a obra ir parar nas telonas existem desde 2007, mas só agora as produtoras Seven Arts Pictures e GFM Films anunciaram oficialmente que vai rolar.

O projeto foi vendido nos primeiros três dias do festival de Cannes para distribuidoras da Ásia, Polônia e Oriente Médio. Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido ainda negociam a compra. Mesmo sem ter o orçamento fechado, os trabalhos de efeitos visuais já começaram e a filmagem deve acontecer em Istambul, Tóquio, Londres e Canadá, no início de 2012.

A clássica obra do cyberpunk já levou os três principais prêmios de ficção científica desde sua estreia em 1984 – Nebula, Hugo e Philip K. Dick. No Brasil, o livro só chegou em 1991, contando a história do ex-hacker Case que não podia exercer a profissão por causa de um erro cometido ao tentar roubar os patrões. Impossibilitado de se conectar à Matrix, sem dinheiro, drogado e desempregado, ele conhece Molly, que tenta ajudá-lo.

Inspirada no conceito da obra, a trilogia ‘The Matrix’, protagonizada por Keanu Reeves e Laurence Fishburne, teve lançamento em 1999 e rendeu mais de US$ 450 milhões aos seus produtores, contra apenas US$ 65 milhões gastos.


O longa de ficção científica ‘Johnny Mnemonic’ (1995) foi produzido com base no livro de mesmo nome de William Gibson, publicado em 1981. Apesar de o elenco também trazer Keanu Reeves, o filme não chegou a ser um sucesso, mesmo tendo custado US$ 26 milhões.



by UniversoFantastico

Ridley Scott dirigirá continuação de 'Blade Runner'


Trinta anos depois de seu lançamento, "Blade Runner" ganhará uma continuação. Ou um "prequel". O diretor Ridley Scott - também responsável pelo sucesso de ficção científica, lançado em 1982 - ainda não decidiu se o novo longa se passará antes ou depois do original, ambientado no vindouro ano de 2019. As informações são do site The Hollywood Reporter.
A Alcon Entertainment, produtora responsável pelo ganhador do Oscar "Um sonho possível", de 2009, adquiriu os direitos para rodar o longa no começo deste ano. No acordo, não estava previsto um remake do original, mas seus executivos não confirmam se o filme retratará o começo da saga de Rick Deckard, vivido por Harrison Ford, e sua luta contra os replicantes ou se abordará sua vida posterior.

Vamos aguardar.


Fonte: O Globo







Hellboy


Hellboy irá morrer. De novo. Mas dessa vez, de acordo com o próprio Mike Mignola, criador da HQ, será definitivo. Em entrevista ao site Comic Book Resources, Mike disse que, diferentemente da primeira vez em que Hellboy voltara 12 minutos após sua morte, seu personagem terá uma morte das mais trágicas. E será permanente. Tudo acontecerá em Hellboy: The Fury #3, que tem previsão para chegar às comic shops norte-americanas em 10 de agosto próximo. Mais detalhes não foram revelados, como já era de se esperar. Particularmente, eu nunca fui lá muito fã de Hellboy, apesar de achar que os dois filmes baseados na HQ de Mike Mignola foram muito bem convertidos. Mas sou fã do próprio Mike, que tem um currículo invejável. Ele foi contratado pela Marvel em 1983, onde desenhou Luke Cage, Demolidor, X-Men, Hulk, Solomon Kane, Justiceiro e Wolverine, entre vários outros. Não bastasse, ainda passou pela DC e pela Image, entre outras editoras menos conhecidas. No Cinema, trabalhou com Francis Ford Coppola, em Drácula. E para a TV, foi um dos animadores do premiado Batman, desenho de 1992 e de Batman do Futuro, de 1999.

Fonte: Tarja Preta




Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

Na crítica da primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte, disse que três tipos de público vão aos cinemas conferir a grande estreia. Os fãs que devoraram todos os livros. Os fãs que não tocaram nos livros, mas adoram os filmes. E os fãs de filmes de ação e magia. Se o filme de Dezembro era um presente para o primeiro público, este se torna satisfatório para todos os três, apesar de não ser perfeito para nenhum deles.

O mundo inteiro, bem ou mal, esperava esse momento. Harry Potter foi a saga da década, oito filmes fenômenos de bilheteria, onde acompanhamos o crescimento dos atores junto aos personagens. A fórmula já estava pronta, e um bom diretor como David Yates e um bom roteirista como Steve Kloves não tinham como errar a ponto de tornar o filme uma abominação. Era só fechar as pontas que para os fãs dos livros ou dos filmes seria sempre especial. Mas, com uma construção consistente, um clima de tensão, melancolia e expectativa ele funciona também para qualquer amante de um bom cinema de ação e drama. A batalha de Hogwarts, onde a maior parte da trama se encontra, é um verdadeiro campo de guerra, bem dosado, com sequências orquestradas e sensíveis ao mesmo tempo. Mas, em muitos momentos parece que falta algo para se tornar memorável. A começar pelo roteiro.

Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2A história começa exatamente onde a primeira parte terminou. Até os personagens chegarem ao castelo, então, temos o mesmo ritmo lento, acompanhando os três protagonistas que possuem uma pista sobre o paradeiro de mais uma das Horcruxes. A idéia é clara, apesar de não existir um plano, eles precisam descobrir todos os artefatos e destruí-los antes de enfrentar Voldemort. Não há erro na condução da curva dramática da história, o problema é que Steve Kloves teve que lidar com omissões importantes, principalmente, nos três últimos filmes. Então, muita informação foi jogada sem muitas explicações tornando a compreensão quase impossível em alguns momentos caso o espectador não tenha lido o livro. E quando a explicação vem, fica muito no verbal, sem conseguir transcrever para o visual, o que deixa cansativo para os que leram o livro e pouco explicativo para os que não leram.

Ainda assim, a história consegue ser contada. Um dos momentos mais emocionantes do filme é bastante resumido em comparação com o livro, não sendo explicada boa parte dos detalhes daquela história, mas passa o recado em um clipe visual de tirar o fôlego. A montagem dessa sequência é bastante feliz ao resumir todos os acontecimentos que Harry Potter vê na Penseira, destacando o essencial para que os espectadores compreendam as informações que estão sendo passadas ali. Isso sem falar em toda a carga dramática desse momento e do seguinte que demonstram muitos dos valores da série. Afinal, parafraseando Amenar Costa do Salada Cultural, Harry Potter é amor. Os maiores valores da série são a capacidade de J.K. Rowling falar sobre amor, vida, morte e amizade em uma história interessante e complexa.

Bellatrix e Voldemort em Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2Mas, além dos méritos de Rowling que construiu um capítulo final para sua saga sem medo de matar personagens, nem dosar as lutas com os lutos, David Yates conseguiu traduzir todo o clima que invade o castelo nesses momentos finais. Há uma tensão no ar, tudo é sombrio. Desde a cena do banco, onde o perigo é constante; passando pela rotina de Hogwarts, onde os alunos marcham como se estivessem em um quartel; até, finalmente, a preparação para a batalha. A cena em que Minerva convoca o castelo para se defender é incrivelmente bem orquestrada, o close na professora, os pulos das estátuas, suas palavras. O momento em que os professores se reunem para conjurar os feitiços de proteção também é grandioso. Então, a câmera se afasta e encontra o exército de Voldemort no morro observando o local. A guerra vai começar e a ansiedade é grande.

Draco Malfoy em Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2David Yates e Steve Kloves são bastante felizes nesse momento ao melhorar toda a batalha, que é descrita com pouca eficácia por Rowling. Em muitos momentos, ficamos em dúvida de algumas locações, ações e ritmo das cenas, no filme tudo fica muito mais visual e de fácil compreensão. O problema é que acabamos sendo conduzidos por Harry Potter e vendo pouco das lutas paralelas, além de nos negar acompanhar o desenlace de alguns personagens. Ainda assim, eles mantêm a boa divisão entre cena de luta e pausa para observar as consequências. O problema é que por não ter muito tempo, a emoção é deixada de lado, ficando apenas um sentimento de pesar por alguns acontecimentos. Não há tempo para chorar os mortos e os realizadores passam o recado pela boca de Neville: "pessoas morrem todos os dias". Isso acaba sendo um dos pontos negativos do filme. Em vários momentos, a gente pede mais emoção e grandiosidade nas cenas.

Rony e Hermione em Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2Falando em personagem, todos estão defendidos por interpretações esplêndidas. Após anos, os atores parecem mesmo ter encarnado aqueles personagens, mesmo Daniel Radcliffe tão malhado pela crítica em geral. Uma a destacar é Maggie Smith, que aqui mostra a verdadeira força da professora Minerva McGonagall e está ótima em todas as cenas. Além da eternamente admirada Helena Bonham Carter, sempre esplêndida como Bellatrix Lestrange, que nesse filme tem o plus de ter que interpretar Hermione, o que faz com maestria. Mas, não há como negar que o filme é de Ralph Fiennes. Se ele já tinha impressionado ao encarnar o Lord Voldemort desde o quarto filme, Harry Potter e o Cálice de Fogo, aqui as nuanças de sua interpretação são de arrancar aplausos. Conseguimos ver terror, medo e ódio em pequenos gestos.

Neville em Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2Os efeitos especiais, é de se esperar, são impecáveis. A construção dos duendes do Banco Gringotes estão impressionantes, assim como o dragão, os gigantes, e todos os seres mágicos que Yates permite estarem na guerra. O filme acaba não deixando os fantasmas de Hogwarts nas cenas, nem os centauros, por exemplo. Dos fantasmas apenas a Mulher Cinzenta aparece e sua história é pouco explicada, ao contrário do livro. Mas, mesmo com algumas falhas na narrativa, o visual é incrível, as batalhas, feitiços lançados, vôos, destruições e viagens por lembranças na Penseira, tudo na medida certa. Agora, o efeito 3D é completamente dispensável. Em apenas uma cena temos algo saltando à tela, e a profundidade é percebida em algumas cenas, mas na maioria das vezes fica claro que Yates nem pensou na tecnologia, já que constrói essa sensação de profundidade com o velha fórmula de desfocar a imagem. Raramente vemos o efeito com toda a cena em foco. Mas, nem isso tira o brilho da boa produção.

Harry Potter e As Relíquias da Morte - parte 2 pode não ser o filme da década. Há erros e acertos, não há dúvidas, para todos os públicos. A sua força, no entanto, não está em suas duas horas e dez de projeção. É o ponto final de uma saga que movimentou a vida de milhares de pessoas nesses dez anos de cinema e quatorze anos de literatura. É um fenômeno massivo e por si só um acontecimento a ser admirado.

Fonte: CinePipocaCult


Capitão América, O Primeiro Vingador

Em determinado momento do filme, o Caveira Vermelha diz que a arrogância americana não tem limites. Esse é o resumo da saga de um herói que representa o American Dream e toda a essência dessa nação, não por acaso tem isso gravado em seu nome: Capitão América. Em um mundo que vivia a guerra fria, ele foi bem vindo, hoje com tantas campanhas anti-imperialismo norte-americano, o filme teve que virar O Primeiro Vingador em alguns países. O fato é que para assistir ao filme dirigido por Joe Johnston é preciso compreender toda ideologia por trás do herói e analisar pelo que se propõe. E nesse aspecto, é sim, um bom filme.

Capitão América - Chris EvansSteve Rogers é um garoto mirrado, com asma e diversas outras doenças no currículo e que apanha de todos no Brooklyn. Contra todas as evidências, ele tem um sonho: entrar para o exército norte-americano para lutar na Segunda Guerra Mundial. E ele está na América, terra das possibilidades, então, o que parecia impossível começa a se tornar realidade ao chamar a atenção por sua perseverança. E Rogers não é apenas teimoso, ele é corajoso, justo e principalmente de bom coração. Qualidades essenciais para o herói da América. Por isso, ele se torna cobaia de um experimento único que o tornará um super soldado.

Capitão AméricaA história é simples, os Estados Unidos são a salvação do mundo contra as ameaças maléficas. Primeiro Hitler, depois o Caveira Vermelha, que não deixa de trazer uma alusão à cor do segundo inimigo norte-americano: o comunismo. Steve Rogers é o garoto desacreditado, até mesmo ridicularizado, que vai dar a volta por cima. A princípio de uma forma que o show business da terra do tio Sam adora, depois, mostrando seu verdadeiro valor no campo de batalha. O roteiro é ufanista, simples e com definições bem claras, mas é bem desenvolvido, não se torna cansativo nem confuso, envolvendo a platéia na história. O ponto negativo fica para as inserções românticas e apelativas em alguns momentos.

Capitão América - Hugo WeavingSe falta história, sobra tecnologia. Capitão América é bem feito visualmente, reconstituindo a época, construindo ótimas cenas de ação e abusando na profundidade permitida pela projeção 3D. Em alguns momentos fica até a sensação de cenário falso, quase uma maquete, o que é ruim, mas tem boas brincadeiras. A transformação de Rogers em Capitão América é feita dentro de uma cabine, isso poupa efeitos, mas também funciona como expectativa. Ficamos esperando de maneira tensa, assim como a platéia após ouvir os gritos do rapaz. Mesmo se você já viu no trailer, surte efeito.

A trilha sonora segue o tom pomposo do personagem, sempre ampliando o efeito de grandiosidade das cenas, fazendo com que o personagem se torne realmente um ser especial aos nossos olhos. O ritmo também é bom, construindo cenas de ação bem orquestradas, que criam expectativas e mesmo uma certa empolgação. Mas, nada que surpreenda a ponto de se tornar épico. O momento mais exuberante do filme é quando presenciamos a força da pedra de Odin.

Capitão AméricaApesar do talento de Hugo Weaving, o Caveira Vermelha não consegue se transformar em um vilão ameaçador em nenhum momento. Não acreditamos que aquele ser maléfico poderá vencer Rogers, pois ele alia inteligência e perseverança com um poder sobre-humano. Os grandes inimigos do Capitão América são suas próprias dificuldades, ética e jogo entre poder e respeito. A tensão do filme se concentra na jornada de descobrimento de sua força, que vai muito além do físico. E Chris Evans consegue defender bem os valores de seu personagem, seja como o impressionante garoto mirrado ou como o novo super soldado. Destaque ainda para a sempre hilariante participação de Stan Lee.

Capitão América, o primeiro vingador é mais um passo para o projeto Marvel. Um filme bem realizado, sem dúvidas, mas que não empolga, nem traz novidades. Ainda assim, consegue ser melhor que Thor. Agora só nos resta esperar pelos Vingadores em 2012.

P.S. Não esqueçam da cena pós créditos que já é tradicional nos filmes da Marvel.




Fonte:CinePipoca

Kung Fu Panda 2

Em 2008, a DreamWorks trouxe um simpático personagem para os cinemas. Po, um urso panda "filho" de pato e dono de um restaurante de macarrão, além de fã de Kung Fu. Com todas as estranhezas e referências orientais, no entanto, nada mais era do que uma nova aventura em torno do predestinado. Po era o guerreiro dragão prometido na profecia e cabia ele o equilíbrio da paz. Mas, se na primeira aventura ele precisava provar que era capaz para aquela simpática vila, agora ele tem que fazer isso em toda a China.

O filme traz Po já estabelecido, vivendo tranquilamente com seus amigos mestres Shifu, Tigresa, Macaco, Víbora, Louva-deus e Garça. Porém, surge um novo inimigo com uma arma aparentemente invencível que planeja acabar com o Kung Fu e conquistar a China. É claro que Po e seus cinco amigos precisam ir até ele para salvar o país e a filosofia da arte marcial que praticam. Mas, ele não sabe que este inimigo representa muito mais. Há uma saga épica que inclui profecias, vinganças e mágoas familiares. E isso tudo é bem construído no roteiro de Jonathan Aibel e Glenn Berger. Maduro e divertido, essa nova aventura do panda mais inusitado do cinema pode conquistar a todos.

Kung Fu Panda 2O prefácio já empolga mostrando a história de Lorde Shen, um pavão filho da família real que não se contentou com o trono do pai. A vidente do reino alertou para o problema e que ele seria derrotado por um guerreiro preto e branco. Lorde Shen resolveu então eliminar esse provável inimigo e horrorizou seus pais que o expulsaram. Agora ele quer vingança e o domínio da China. O mais interessante nesse início é a forma como é contada, com uma animação 2D que dá a sensação de uma maquete de papel, envolvendo de forma criativa o espectator. Esse recurso é utilizado também para as lembranças de Po mais a frente.

A animação é muito bem feita, desenhando de forma empolgante os cenários, a composição dos personagens e a trilha sonora. Na primeira luta dos seis com os lobos, a trilha casa perfeitamente com os golpes construindo uma sinfonia próxima ao grupo Stomp. É interessante ver os golpes nos telhados, nos metais e nas madeiras soarem no tom perfeito. As demais cenas de luta não utilizam o mesmo efeito, que ficaria cansativo, mas também são bem orquestradas.

Kung Fu Panda 2Outra coisa que chama a atenção no filme são as referências a cenas de filme. Vemos Coração Valente quando Po e os cinco entram na cidade e vêem o martelo do Mestre Thundering Rhino no chão com um laço vermelho. Não tem também como não associar a construção das máquinas de Lorde Shan com o exército de Saruman em O Senhor dos Anéis, desde as vestimentas brancas do mau, à toda a composição do cenário. Ainda mais que em paralelo vemos a jornada de Po e os furiosos como se fossem a sociedade do anel passando por montanhas, neves e estradas. Temos ainda uma cena rápida de Po que lembra muito O Exterminador do Futuro e uma cena que a resolução muito se assemelha a Hook, a volta do Capitão Gancho. Isso sem falar de algumas semelhanças com Wolverine, já que Po está lutando contra o inimigo e tem flashs do passado que o paralizam.

Kung Fu Panda 2O clima de Kung Fu Panda 2 segue o primeiro filme, misturando ação com muito humor. Toda cena de Po tem que trazer uma piada junto, por mais que ele aprenda a arte marcial e busque a paz interior. Quanto o mestre Shifu diz que só encontrou o equilíbrio através do sofrimento de ver Po sendo revelado o Mestre Dragão temos a noção exata da idéia de construção do filme. Mas, isso não impede sequências emocionantes como a de Tigresa e Po subindo a Torre em chamas, ou a mensagem repetida pelo pai postiço do panda e pela vidente: Não é o passado, mas o que você decide no presente que lhe define.

Kung Fu Panda 2 É uma boa opção familiar, que não precisa ser em projeção 3D, que acrescenta na profundidade, mas não traz novidades. Na verdade o enquadramento é até errôneo em alguns momentos, como na cena da espada que fica cortada na tela em vez de manter sua ponta em nossa frente que seria mais ameaçador. Ainda assim é essa mistura inteligente de filme infantil com referências adultas que tanto nos agradam. Uma obra madura que acrescenta ao primeiro filme, além de divertir e encantar visualmente. Mas, não consegue ultrapassar o limite do esperado, como fez por exemplo Toy Story 3.



Fonte: CinePicocaCult

PHILIP K. DICK VOLTA À CENA COM LIVRO E UMA SÉRIE DE PRODUÇÕES BASEADAS EM SUAS HISTÓRIAS


Você pode até não saber quem é Philip K. Dick, mas com certeza você já ouviu falar de pelo menos um dos filmes baseados no que ele escreveu. Afinal de contas, a obra do escritor americano gerou adaptações milionárias para a telona, como Blade runner: o caçador de androides,Minority report: a nova lei e O homem duplo, todos com grandes nomes como atores principais e excelentes diretores por trás das câmeras.
E vem aí mais uma avalanche de filmes inspirados em suas obras. O diretor francês Michel Gondry (O besouro verde) está adaptando para o cinema o livro Ubik, considerado pela revista Time um dos 100 melhores romances em língua inglesa – mostra o planejamento que pessoas mortas fazem de suas próximas vidas. O diretor Ridley Scott, que dirigiu Blade runner, está produzindo série baseada no mundo em que os nazistas venceram a Segunda Guerra, tema do livro O homem do castelo alto. E o longa Os agentes do destino, com Matt Damon, adaptado do conto “Adjustment Bureau”, tem estreia prevista para este mês no Brasil.
 Outra boa notícia é que, depois de um tempo sumido das prateleiras, Philip K. Dick volta a ser encontrado com facilidade nas livrarias. O lançamento mais recente do autor no Brasil é Os três estigmas de Palmer Eldritch, publicado pela Editora Aleph e escrito originalmente em 1964. No livro, Philip K. Dick mescla religião, colonização de outros planetas e um tema extremamente atual: o aquecimento global, que leva as pessoas a usarem aparelhos de ar-condicionado portáteis e a passar férias na Antártida para fugir do calor. Qualquer semelhança com o noticiário cada vez mais alarmante com o clima pode não ser mera coincidência. A obra se junta a outras publicações recentes do autor no país, como O caçador de androides, que baseou o hoje clássico Blade runner, e O homem do castelo alto, que mostra uma distopia em que os nazistas venceram a Segunda Guerra.
 Nem sempre foi assim. Depois dos anos 1980, quando teve inúmeros livros publicados no país e edições importadas de Portugal ajudavam a disseminar as obras, o autor praticamente desapareceu das livrarias, com exceção de uma ou outra publicação pontual, baseada na adaptação de algum livro para o cinema. Só a partir de 2006, com a publicação de O homem do castelo alto, ele passou a merecer uma atenção melhor tanto do mercado quanto dos leitores.
Temas atuais
Marcos Fernando de Barros Lima, produtor editorial da Editora Aleph, uma das responsáveis pelo retorno do autor às prateleiras, afirma que, “sendo Philip K. Dick um dos autores mais renomados da área de ficção científica, ele faz parte da proposta da editora de resgatar os clássicos desse ramo da literatura, que merece mais atenção e destaque”. Segundo ele, os livros estão vendendo bem. Para o produtor, as obras do escritor americano voltaram a interessar o público pelo fato de tratarem de temas que estão em discussão hoje em dia, mesmo tendo sido escritas há mais de 40 anos.
“Philip K. Dick tem potencial suficiente para atingir diversos tipos de leitores. Em seus livros, trata de temas muito atuais, como aquecimento global, drogas e aborda questões filosóficas, espirituais e tecnológicas”, explica. De fato, esta mistura entre tecnologia e misticismo é marcante na obra de Philip K. Dick. Um dos precursores do gênero cyberpunk, ele passou cada vez mais a incrementar o cenário hi-tech de seus livros com abordagem sobre abusos de drogas, parapsicologia, sem falar em questionamentos religiosos, baseados principalmente nas próprias experiências no assunto. Em 1974, passou por momento de delírio. Acreditava ter vida dupla, como escritor no século 20 e cristão perseguido pelos romanos no século 1. A experiência, claro, marcou seu trabalho, principalmente nos escritos no fim da vida, como Valis.
Para este ano, não há mais lançamentos previstos, mas isso não é necessariamente uma notícia ruim. Além de os livros do autor seguirem no prelo para novas traduções, dá tempo de quem se interessar pelo estranho universo de Philip K. Dick se inteirar do assunto. Afinal, é sempre bom saber como vai ser o mundo quando a temperatura média bater os 50 graus.
Para começar a ler
A bibliografia de Philip K. Dick é vasta. São 36 romances e centenas de contos que o autor produziu entre 1950 e 1982. Muito pouco do que ele publicou chegou a ser traduzido no Brasil e os livros encontrados com maior facilidade são os publicados pelas editoras Aleph e Rocco, que dividem os direitos do autor no país. Duas boas portas de entrada para o mundo de Dick são O caçador de androides e O homem do castelo alto.
Se o leitor tiver disposição de explorar sebos, as opções de leitura ficam mais diversificadas. As edições portuguesas da Editora Europa-América e os livros publicados nos anos 1980 pelas editoras Melhoramentos e Brasiliense, como O labirinto da morte e Os clãs da lua Alfa, podem ser encontrados com facilidade pelas estantes, apesar de estarem esgotados há vários anos.
Livros de Philip K. Dick no Brasil
Pela Editora Aleph
O homem do castelo alto (304 páginas, R$ 44)
Os três estigmas de Palmer Eldricht (248 páginas, R$ 42)
Ubik (238 páginas, R$ 42)
Valis (304 páginas, R$ 44)
Pela Editora Rocco
O caçador de androides (256 páginas, R$ 36)
O homem duplo (308 páginas, R$ 38,50)
Vozes da rua (432 páginas, R$ 58,50)
Inspiração do cinema
Sem dúvidas, o filme mais famoso baseado em uma obra de Philip K. Dick é Blade runner: o caçador de androides. O trabalho foi o primeiro a ser adaptado, em 1982, pelo diretor Ridley Scott. Com Harrison Ford no papel de Deckart, um policial cujo trabalho é perseguir os replicantes, robôs que são idênticos aos humanos, mas estão fora da lei. O visual impressionante da Los Angeles futurista, onde não há animais de carne e osso e a vida está se extinguindo, juntamente com a trilha criada por Vangelis, ajudou a catapultar o filme para o status de cult. Philip K. Dick em pessoa chegou a visitar o set de filmagens e aprovar tudo que estava sendo feito, antes de morrer de um AVC, seis meses antes do lançamento do filme.
Além do clássico, vários outros filmes alcançaram sucesso razoável e contaram com grandes estrelas em papéis principais e por trás das câmeras. O vingador do futuro (1990) traz no elenco Sharon Stone e Arnold Schwarzenegger, que interpreta um homem que vai até Marte em busca de respostas para suas memórias implantadas. Minority report (2002) foi dirigido por Steven Spielberg e tem Tom Cruise no papel do policial que precisa proteger uma paranormal que prevê crimes.
Já O homem duplo, de 2006, conta com Richard Linklater (Waking life, Escola do rock), além de uma trinca de atores de fazer inveja. Keanu Reeves tem o papel principal, um detetive que se infiltra em um grupo de viciados na droga Substância D para descobrir quem a produz. Winona Ryder faz a namorada do policial e Robert Downey Jr. é um dos dependentes químicos. Para quem ficou com vontade de ver: todos estão disponíveis em DVD e podem ser facilmente encontrados até em grandes lojas de departamento.
Poster Teaser Ubik
 Filmografia
. Blade runner: o caçador de androides, de 1982. Dirigido por Ridley Scott, com Harrison Ford. Baseado no livro Caçador de androides
. O vingador do futuro, de 1990. Dirigido por Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone. Baseado no conto “Podemos recordar para você, por um preço razoável”
. Confissões de um louco, de 1992. Dirigido por Jérôme Boivin. Baseado no livro Confessions of a crap artist
. Screamers: assassinos cibernéticos, de 1995. Dirigido por Christian Duguay. Baseado no conto “Second Variety”
. O impostor, de 2002. Dirigido por Gary Fleder. Baseado no conto “Impostor”
. Minority report: a nova lei, de 2002. Dirigido por Steven Spielberg, com Tom Cruise. Baseado no conto “The Minority report”
. O pagamento, de 2003. Dirigido por John Woo, baseado na história “Paycheck”
. O homem duplo, de 2006. Dirigido por Richard Linklater, com Keanu Reeves, Winona Ryder e Robert Downey Jr. Baseado no livro O homem duplo
. O vidente, de 2007. Dirigido por Lee Tamahori, baseado no conto “The Golden Man”

fonte: >> UAI – por João Renato Faria

Rio

 Nas últimas duas semanas mais de 2 milhões de brasileiros saíram orgulhosos do cinema. O motivo é “Rio”, animação de Carlos Saldanha que estreou em 150 países.
Não é para menos. O filme é uma linda homenagem ao Rio de Janeiro e chega para coroar nossa ótima fase de queridinho do planeta. É Copa, é Olimpíadas, é cenário de filme, é palco para shows internacionais, é mercado para atores estrangeiros… É o país do futuro, enfim, tornando-se o país do presente.
Saldanha – que mora nos Estados Unidos há quase 20 anos – é o brasileiro que deu certo. Depois de ficar famoso em Hollywood com a série “A Era do Gelo”, realiza o sonho antigo de mostrar os encantos cariocas para o resto do mundo.
Nas inúmeras entrevistas concedidas para divulgar seu trabalho, Saldanha revelou que todas as vezes que vinha ao Brasil lia reportagens sobre pinguins que chegavam à costa brasileira ou sobre tráfico de aves exóticas.
Como sempre teve interesse por temas ecológicos, começou a colecionar essas histórias. Mas, enquanto maturava a ideia, surgiram vários filmes com pinguins e ele teve de mudar o personagem principal. Daí a opção pela ararinha-azul.
“Rio” parte da história de duas ararinhas-azuis para falar sobre o tráfico de aves exóticas e mau-trato animal.
Blu e Jade nunca se viram. Ele mora em Minnesota desde que foi capturado ainda filhote na Floresta da Tijuca e ela vive no Rio de Janeiro. Eles precisam se acasalar porque são os últimos exemplares da espécie.
Nos Estados Unidos, as ararinhas têm as vozes de Jesse Eisenberg (o garoto de “A Rede Social”) e de Anne Hattaway (“O Diabo Veste Prada”).
Enquanto espetáculo visual e representação do espírito brasileiro, o filme de Saldanha é perfeito. É emocionante contemplar numa animação em 3D o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Vista Chinesa, os Arcos da Lapa, o bondinho de Santa Teresa e a Marquês de Sapucaí. De arrepiar mesmo.
Além disso, estão presentes todos os elementos que definem nossa “identidade nacional”, como a paixão pelo futebol, o Carnaval, a alegria, mas também a malandragem, a miséria dos morros e a infância sem perspectiva.
A produção tem o mérito de mostrar as duas faces do Rio – nem tanto ao mar do Leblon, nem tanto às balas perdidas.
Mas enquanto diversão, “Rio” só entretém nos 20 minutos iniciais. Após uma abertura deliciosa, cheia de som e fúria, o que se vê é uma história que renderia um bom curta, não um longa-metragem. Os conflitos são tão envolventes quanto a trama de uma gaze.
“Rio” tem poucas cenas apoteóticas. Uma delas é tascar um “Say You, Say Me”, de Lionel Ritchie, logo que o casal de ararinhas-azuis troca o primeiro olhar. Um tiro.
A dica para encarar “Rio” sem sentir o comichão de sair da sala é apreciar a paisagem e curtir a trilha sonora – que ficou a cargo de Sérgio Mendes. O músico convidou amigos como Will.i.am (do “Black Eyed Peas”), Carlinhos Brown e até Jamie Foxx (o eterno Ray Charles).
Uma coisa é certa: o Rio de Janeiro continua lindo.

fonte: O Mundo Gira...

Laranja Mecânica


Com o brilhantismo nas entranhas, depois do cultuado 2001 - Uma Odisséia no Espaço. Stanley Kubrick leva o público à uma Inglaterra futurista, causando controvérsia [e furor] no mundo do cinema. O ano é 1971, tempos em que Charles Manson é condenado a morte e seus seguidores à câmara de gás, cerca de 500 mil pessoas marcham contra a Guerra do Vietnam em Washington, a sociedade se bate e rebate sobre formas de reeducação social e a violência gereralizada, é lançado Laranja Mecânica [do original a Clockwork Orange] dando uma, como chamamos, chicotada psicológica, nos mesmos moldes de Lolita
(1962), Dr. Fantástico (1964) e Nascidos Para Matar (1987), revelando uma sociedade que vive sobre uma hipocrisia manchada pelo desumano e pelo sulrrealismo comercial. O filme se passa em um futuro não muito distante, numa brilhante atuação de Malcolm McDowel, como Alex DeLarge, tão brilhante essa a ponto do próprio Kubrick, que dificilmente fala de seus filmes, dizer que se não contasse com McDowel para o papel principal, não teria rodado nenhuma cena. Na história, Alex é líder de uma gangue de delinqüentes que, após roubar, estuprar e matar, é preso pela policia e é usado como cobaia, num experimento que faria com que o indivíduo interrompese seus impulsos maldoso e violentos. Kubrick, com inexpugnável maestria e perfeição, cria um domínio artístico e paradoxal sobre a essência da sociedade, pondo-se a prova revelando uma sociedade tão violenta quanto Alex. Depois de ser preso, ele é o primeiro condenado a ser submetido a uma nova forma de punição do governo, no qual se diz tornar o criminoso alguém bom para a sociedade, a forma como isso é feita, é claro! É mais violenta que a corpórea, tentando narcotizá-lo, controlando sua mente deixando todas as suas experiências pessoais sem importância, não se pode mudar a concepção de um homem, nem sua essência, não adianta hipnotizá-lo. E isso, Kubrick nos prova com maestria. Uma das cenas mais primorosas que considero sublime é a cena do estupro, onde Alex cria um plano maquiavélico, arrombando uma casa e estuprando a mulher de um escritor ao mesmo que cantando Singin´in the Rain, do famoso “Cantando na chuva”, mostrando-se hostil, agressivo e maldoso o bastante para não se revelar possuir sentimentos bons. Outra boa cena [e bizzara] quando Alex e seu bando invadem uma casa onde mora uma dançarina, matando-a com um pênis gigante. Laranja Mecânica é um clássico, com todas as letras e surtos, preste a atenção na linguagem usada pelo bando, criada ainda no livro de Anthony Burgess, que mistura palavras em inglês, russo e gírias. Um filme bom desde roteiro até a execução.
« o que é evidente, quando se revê o conjunto da obra, é que não apenas ela nunca aparece como ilustração de uma tese, mas, pelo contrário, na sua complexidade e na sua diversidade, como uma criação visionária e pessimista de uma rara intensidade poética. Nada do que é inquietante na natureza humana lhe é estranho". Claude Michel Cluny (Dictionnaire du Cinéma)  Numa análise breve, Laranja Mecânica é a história de um jovem, Alex, numa Londres, no futuro próximo, que vive inescrupulosamente suas alucinações de violência na ação real.  Um atormentado ser que necessita dar vazão ao prazer em atitudes violentas em estupros, assassinatos e torturas.Uma personagem sarcástica, dotada de grande inteligência e perspicácia. Numa encarnação do que há de mais sórdido no ser humano. Livre da moral, nada reprimido em suas pulsões. Líder de uma gang feroz, travestidos de clowns perversos que saem pelas ruas a divertirem-se com o sofrimento alheio. Esta é a primeira parte do filme e é o extremo da violência. No entanto com uma composição estética, sonora e fílmica impecáveis, no nível mais alto do virtuosismo de Kubrick.
Cenas coreografadas numa organização cênica do espaço, possibilitando movimentos e enquadramentos de câmera perfeitos. Numa estética, composta de elementos gráficos, do branco e preto às cores fortes, como se a época, na visão do diretor, estivesse embalada para presente numa vitrina encenada. Um futuro de energias teatrais. Personagens solitárias numa sociedade transformada em pura ilusão. Mesmo focado na importância dos elementos imagéticos, Kubrick  suporta com maestria as interferências textuais nos diálogos ( frases com uma grande variante de significados), voz off e na “natsat” língua criada por Burgess que no filme é facilmente entendida pelos elementos e atitudes das personagens. A segunda parte do filme começa com o desentendimento de Alex com a sua Gang que o denuncia resultando sua prisão. A cena da luta com a gang no teatro abandonado pontua claramente a fronteira do reverso da história. Alex preso, limitado, sem a
liberdade de ação sem o seu grito na 9º sinfonia de Bethoven. Em teoria apresentada a ele do “ Tratamento Ludovico” criado para uma reabilitação de um criminoso psicopata, Alex se submete aos testes para uma redução de pena.
As cenas de tortura e lavagem cerebral, mostram o desconforto à personagem que chega ao limiar da loucura na visão forçada da violência, na semelhança com a que praticava. Livre da prisão mas não livre da sua prisão interna, vagueia na Londres labiríntica e circular, onde esbarra com suas vítimas cheias de ódio. Com a mente fragilizada cai na armadilha de uma delas e se atira pela janela no desespero de uma libertação pela morte. Não morre, é hospitalizado e em outro círculo narrativo volta-se a representação do poder social e político, sendo ele adotado como um exemplo de recuperação.Kubrick usa as atitudes contraditórias de um sistema com um humor  negro inteligente numa sátira a sociedade humana. Um filme cheio de significados com entrelinhas, para o encontro do real sentido. Num estilo próprio do diretor, um fim não se explicita. Uma
felicidade ilusória e elementos imagéticos das pulsões humanas guardadas em cada mente, o grande segredo,na essência.
Ficha técnica A laranja mecânica (A clockwork orange) (Grã Bretanha, 1971)
Produção: Stanley Kubrick, Warner Bros. Oak Films, Polaris Productions
Co-Produção: Bernard Williams
Produtor executivo: Max L. Raab, Si Litvinoff
Produtor assistente: Andros Epaminondas e Jan Harlan
Realizador assistente: Derek Cracknell e Dusty Simonds
Argumento: Stanley Kubrick segundo o romance de Anthony Burgess, "A clockwork orange"
Director de fotografia: John Alcott (Warner Color)
Design: John Barry
Director de cenografia: Russel Hagg e Peter Shields
Pintura e Escultura: Herman Makkink, Corneilius Makkink, Liz Moore e Christiane Kubrick.
Música original: Walter Carlos
Música: Beethoven "9ª sinfonia", Edward Elgar "Pompa e circunstância marchas 1 e 4", Rossini "La gazza ladra" e "Guilherme Tell", Terry Tucker "Overture to the Sun", Purcell "Música para o funeral da rainha Mary", Jam Yorkston "Molly Malone", Arthur Fried e Nacio Herb Brown "Singing in the rain" por Gene Kelly, Rimsky-Korsakov "Sheherazade", Erika Heigen "I want to marry a lighthouse keeper".
Som: Brian Blamey
Montagem: Bill Butler
Guarda-roupa: Milena Canonero
Conselheiro técnico: Jon Marshall
Ditos: Roy Scammel
Distribuição: Warner Brothers
Duração: 137 minutos.
Intérpretes: Malcolm McDowell (Alex DeLarge), Patrick McGee (M. Alexander), Michael Bates (chefe dos guardas), Warren
Clarke (Dim), John Clive (o actor), Adrienne Corrii (Mme. Alexander), Carl Duering (Dr. Brodsky), Paul Farrell (o vagabundo), Clive Francis (Joe, o locatário), Michael Gover (o director da prisão), Miriam Karlin ("catwoman"), James Marcus (Georgie), Aubrey Morris (Mr. Deltoïd), Godfrey Quigley (o capelão da prisão), Sheila Raynor (mãe de Alex), Madge Ryan (Dr. Branon), John Savidant (amigo de M. Alexander), Anthony Sharp (o ministro), Philip Stone (pai de Alex), Pauline Taylor (psiquiatra), Margaret Tyzack (amiga de M. Alexander), Steven Berkoff (o comissário), Lindsay Campbell (um inspector), Michael Tarn (Pete), David Prowse (Julian), Jan Adair, Vivian Chandler e Prudence Drage (criadas), John J. Carney (um inspector), Richard Connaught (Billy Boy), Carol Drinkwater (Mme. Feeley, enfermeira), Cheryl Grunwald (rapariga violada), Gillian Hills (Sonietta), Barbara Scott (Marty), Virginia Wetherell (a actriz), Katya Wyeth (uma rapariga), Barry Cookson, Gaye Brown, Peter Burton, Lee Fox, Craig Hunter, Shirley Jaffe e Neil Wilson.
 


fonte: O Mito,Overmundo...
 
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