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Trailer de “Total Recall”, remake de “O Vingador do Futuro”!

A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de Total Recall, remake de “O Vingador do Futuro”, sci-fi estrelada por Schwarzenegger nos anos 1990. Baseado na obra We Can Remember It For You Wholesale de Philip K. Dick, o longa é um thriller de ação cheio de reviravoltas e traz Colin Farrell como protagonista, no papel que outrora pertenceu ao ex-Governator.
Na trama, Farrell interpreta Douglas Quaid, operário de fábrica que decide sair da rotina maçante e transformar-se num super-espião usando os serviços da Rekall, empresa hitech que implanta memórias no cérebro. Mas, algo dá errado durante o processo e de repente Quaid se vê perseguido pela policia e lutando com o movimento rebelde para derrubar o estado totalitário. Assista:

Na nova versão, as viagens à Marte são descartadas em prol de uma premissa que envolve disputa pela supremacia entre os estados-nações Euroamerica e New Asia. Bryan Cranston faz o chanceler euroamericano, que secretamente prepara uma invasão sob o pretexto de defender o povo euroamericano. Kate Beckinsale (no papel que foi de Sharon Stone) interpreta a esposa de Quaid e Jessica Biel faz o interesse amoroso do herói no lado da resistência, liderada por Kuato (Bill Nighy). A direção ficou a cargo de Len Wiseman (“Anjos da Noite”). A estreia de Total Recall está marcada para 3 de agosto.


By Getro

Jean Giraud Moebius

Faleceu dias atrás o grande Jean Giraud, conhecido como Moebius, um dos maiores quadrinhistas da minha memória afetiva. Conheci os desenhos de Moebius nas páginas da antiga revista Heavy Metal (que na França se chamava Métal Hurlant), e depois ele começou a pipocar no cinema, ou assinando séries próprias de histórias em quadrinhos. Meus preferidos são O Incal, com argumento de Alejandro Jodorowski, e A Garagem Hermética de Lewis Carnelian: space-operas que correspondem a um conceito proposto por Brian Aldiss, “barroco cinemascope” (“widescreen baroque”): tramas calidoscópicas em imagens gigantescas, fervilhantes de detalhes que vão do mais cientificamente plausível ao mais surrealistamente improvável. Paisagens urbanas captadas em alucinantes planos gerais repletos de personagens, gadgets, objetos, formas não-identificáveis, uma proliferação de detalhes cuja exuberância foi aprendida e expandida por outros desenhistas depois dele. Situações que mesclam folhetim e desenho animado, com personagens de romance-de-Legião-Estrangeira envolvidos em aventuras intergalácticas.

Moebius foi um desenhista capaz de começar uma história mostrando um astronauta numa paisagem bizarra... Está perdido... Aproxima-se um veículo... Descem três criaturas bizarras (cada uma diferente das outras)... Há um diálogo banal de motorista com caroneiro... Vão parar num bordel submarino ou num tiro-ao-alvo subterrâneo... E a história vai avançando meio sem propósito, meio sem enredo. Percebemos então (vi depoimentos confirmando isso) que Moebius desenhava a história quadro a quadro, sem saber o que iria acontecer no quadro seguinte. Isso dava a essas histórias um clima meio philip-k-dickiano, aquela sucessão de pequenos espantos diante do insólito, porque o próprio autor está se espantando com o que lhe vem à cabeça e à caneta.

Outra obra inesquecível é Les Maitres du Temps (1982), desenhado por ele e dirigido por René Laloux, adaptando um romance de FC de Stefan Wul chamado, na edição portuguesa da Coleção Argonauta, O Vagabundo das Estrelas, uma bela história de aventuras e de paradoxo temporal. Moebius tem aquele charme indefinível de grande parte da FC francesa, que sabe misturar, à imaginação delirante da pulp fiction, questões políticas, metafísicas ou filosóficas, coisas que assustam os norte-americanos mas os franceses tratam com a naturalidade de quem saboreia um croissant. Os franceses (Moebius é simbólico disto) nunca levaram muito a sério a colonização da galáxia (que os EUA até hoje creem ser possível). Para Moebius, de maneira exemplar, a FC estava mais próxima de André Breton do que de Wernher von Braun.

Braulio Tavares "Jornal da Paraíba" (Campina Grande-PB)
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Não se limitando somente a ilustração de quadrinhos, o desenhista colaborou na criação dos personagens de filmes como "O Quinto Elemento" de Luc Besson, "Tr0n" de Steven Lisberger, "Alien - O Oitavo Passageiro" de de Ridley Scott,  'O Segredo do Abismo' de James Cameron, entre outros.

Jean Henri Gaston Giraud completava 74 anos em Maio. Faleceu dia 10 de março 2012.  *(1938-2012)

Abaixo, um pouco da arte de Moebius, pra quem se interessa em viajar, mesmo que sem sair do lugar.






Neobits

Novo trailer legendado de “Prometheus”!


A expectativa em torno de Prometheus, sci-fi dirigida por Ridley Scott (“Gladiador”), prólogo não-assumido de “Alien” é tão grande, que durante esta semana a 20th Century Fox lançou dois teasers para alimentar o hype e deixar os fãs antenados com o novo e completo trailer que acaba de sair. Em entrevistas, Scott disse que aproveitou o roteiro de Damon Lindelof (da série “Lost”) para criar uma nova ficção, ao invés de retornar a franquia alienígena. Difícil de acreditar ao assistir a prévia abaixo, onde é possível vislumbrar o Spacejockey – o extraterrestre que conduzia a espaçonave com os ovos aliens -, um personagem com fortes dores estomacais e outro desesperado como se alguma “coisa” estivesse entrado do seu traje. Assista:
A história, que envolve o mistério da origem da humanidade na Terra, se passa no ano de 2085, quando uma equipe de exploradores, para salvar a raça humana, parte numa viagem interplanetária aos confins da galáxia. O filme explorará as consequências das descobertas e da interferência humana nesta nova missão.
Noomi Rapace (Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras), Michael Fassbender (X-Men: Primeira Classe), Charlize Theron (Branca de Neve e O Caçador), Ian Holm (O Hobbit), Lance Henriksen (Aliens, O Resgate), Winona Ryder (Alien, A Ressurreição), Idris Elba (Thor), Patrick Wilson (Watchmen), Guy Pearce (Mundo Animal) e Ben Foster (O Mensageiro) estão no elenco.
A estreia de Prometheus acontece no dia 08 de junho de 2012 nos EUA.

By Getro

Os 10 Melhores Livros de Ficção Científica e Fantasia


Uma coisa é certa: ficção científica e fantasia são muito mais importantes para a literatura norte-americana do que para a brasileira. No Brasil o gênero fica meio de lado, num submundo literal. Não me refiro a qualidade das obras, não entro nesse mérito, escrevo sobre reconhecimento. Escritores de ficção científica e fantasia no Brasil não são, e nunca foram, devidamente reconhecidos.
Enquanto isso, a situação nos Estados Unidos (e na Inglaterra por reboque) é mais favorável, indiscutivelmente. Autores como Isaac Asimov e Tolkien gozaram de prestígio e admiração no meio literário, e não apenas nos círculos dos seus gêneros. Foram elevados ao patamar de mestres da literatura, escrevendo a mais rigorosa ficção.
Tive um exemplo ao realizar a pesquisa para essa lista. Pesquise “melhores livros de ficção científica”. Ok. Agora pesquise “Best science fiction novels”. Diferença abismal. A quantidade e qualidade de trabalhos autorais específicos sobre sci-fi entre os países é incomparável. Por isso, decidi traduzir uma das listas gringas.
O livro “Science Fiction: The 100 Best Novels : An English-Language Selection” de David Pringle seleciona os livros por ano de publicação, no melhor estilo “leia antes de morrer”. Fica o registro. Selecionei como fonte a lista de Alex Carnevale, do site This Recording. No site, você pode conferir breves descrições (em inglês) e as capa norte-americana dos 100 melhores livros.
Existem várias listas com opiniões conflitantes. Em ficção científica nada é muito definitivo.  Qualquer outra lista que você encontrar terá opiniões muito divergentes. Então vamos lá, chega de papo-furado – Os 10 Melhores Livros de Ficção e Fantasia de Todos os Tempos:
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#1. Gene Wolfe – The Book of the Long Sun
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#2. Robert Heinlein – The Moon is a Harsh Mistress (Revolta na Lua)
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#3. Jack Vance – The Dying Earth (A Agonia da Terra)
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#4. Ursula K. LeGuin – The Dispossessed (Os Despossuídos)
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#5 Guy Gavriel Kay – Tigana
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#6 Mary Shelley – Frankenstein
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#7 Aldous Huxley – Brave New World (Admirável Mundo Novo)
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#8 Gene Wolfe – The Book of the New Sun (O Livro do Novo Sol)
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#9 Ursula K. LeGuin – The Left Hand of Darkness (A Mão Esquerda da Escuridão)
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#10 Anthony Burgess – A Clockwork Orange (Laranja Mecânica)
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No site This Recording você encontrará o restante do Top100 (Senhor dos Anéis, 1984, O Mágico de Oz, Alice no País das Maravilhas, Duna, Matadouro 5, As Brumas de Avalon, etc…) Confira!

by Mais1Livro

“Blade Runner” revisitado em curta sci-fi

Para promover o lançamento da moderna câmera de vídeo Canon C300, a Stargate Studios – empresa responsável pelos efeitos visuais de várias séries de TV como Walking Dead, Heroes e 24 Horas – foi contratada para realizar um curta-metragem que aproveitasse ao máximo as capacidades do produto. Dirigido por Sam Nicholson, XXTI custou cerca de US$ 20 mil e não deixa dúvidas quanto a qualidade do novo brinquedinho da Canon.
O curta sci-fi futurista de 11 minutos, revisita o universo do cult Blade Runner dirigido por Ridley Scott em 1982, e conta a história de uma replicante (Nicollette Sheridan) que precisa viajar de volta no tempo para salvar a vida do humano original de quem ela foi clonada. Produção caprichadíssima que serve não só para matar saudades do clássico como também para atiçar a curiosidade em torno do prelúdio que será lançado em 2013. Confira:

XXIT - Demo from Stargate Studios on Vimeo.
E para os curiosos, o making of: 

XXIT Behind The Scenes from Stargate Studios on Vimeo.

By Getro

Dica de Filme: Os Imortais (Enki Bilal)


IMMORTEL (Ad Vitam) - Enki Bilal. Immortel é uma adaptação da trilogia Nikopol, uma série de três álbuns em quadrinhos do iugoslavo erradicado na França, Enki Bilal. Os alguns que deram origem ao filme são Os Imortais, A Mulher Enigma e Frio Equador. Os dois primeiros foram lançados no Brasil pela editora Martins Fontes e o terceiro tem uma edição portuguesa da editora Meribérica. A primeira vista o filme parece uma grande mistura, onde encontramos humanos, extraterrestres, mutantes e alguns seres sintéticos, uma pirâmide flutuante sobre Manhattan e o deus egípcio Hórus. Mas posso dizer que essa mistura acabou dando certo e se tornando um agradável longa de ficção científica. Para realizar o filme, Enki contou com a ajuda do escritor de ficção Serge Lehman. O filme se passa na Nova Iorque de 2095 e tem como personagem principal Jill Bioskop, uma mulher de cabelos e lágrimas azuis que procura compreender a sua própria origem, mas que não é a única interessada na sua fisionomia única e nos poderes que possui, mas desconhece. A estranha pirâmide flutuante em Manhattan é uma prisão geoestacionária, onde está preso Nikopol, inimigo da multinacional Eugenics e é para lá que os deuses pretendem punir e aprisionar Hórus por traição. Os deuses concedem a Hórus sete dias de liberdade antes de lhe retirarem a sua imortalidade. O personagem de Horus é interpretado pelo ator Thomas Pollard, pouco identificável por conta dos efeitos do filme, feitos em CGI (mesma técnica usada no personagem Gollum da trilogia "O Senhor dos Anéis"). A prisão pirâmide sofre um curto-circuito e Nikopol é libertado. As vidas desses três personagens (Hórus, Nikopol e Jill Bioskop) estão para se cruzar e afetar outras tantas. O elenco se completa com Linda Hardy, Thomas Kretschmann, Charlotte Rampling, Frederic Pierrot, Yann Collette, Olivier Achard, Corinne Jaber, Joe Sheridan (de Ligações Perigosas) e o veterano e premiado Jean-Louis Trintignant, que já figurou em Bunker Palace Hôtel, também de Bilal. O filme, além de agradar e divertir os fãs de ficção científica, é também um alerta sobre o que pode acontecer com o avanço tecnológico, que aos poucos vai esmagando a raça humana, bem escrito em uma empolgante fábula de Enki Bilal. Com duração de 1h42, Immortel é um bom filme (as vezes pecando um pouco no roteiro, que o deixa confuso em certas cenas) e a trilha sonora é do premiado Goran Vejvoda, que além de trilhas para o cinema, colabora com prestigiosos espetáculos cênicos na França. Vejvoda já trabalhou com Bilal em Tykho Moon.
Sinopse:
Estamos em New York no ano de 2095. Há uma estranha pirâmide voadora pairando sobre a cidade, onde os deuses condenaram Hórus por traição e lhe concederam sete dias de liberdade antes de lhe retirarem a sua imortalidade.Jill, uma mulher de cabelo e lágrimas azuis procura compreender a sua própria origem, mas não é a única interessada na sua fisionomia única e nos poderes que possui mas desconhece. A prisão geoestacionária sofre um curto-circuito e Nikopol, inimigo da multinacional Eugenics, é libertado. As vidas destas três personagens vão cruzar-se e afetar as de outras tantas.

Ficha Técnica 
Nome original: Immortel (ad Vitam)
País: França
Ano de lançamento: 2004 Diretor: Enki Bilal





by Masmorra Erotica

“Robots of Brixton”: animação sci-fi

Robots of Brixton (Robôs de Brixton) é uma animação de ficção científica dirigida por Kibwe Tavares, para seu projeto de graduação na Bartlett School of Architecture. O curta, que combina CGI com design de arquitetura e fotografia, faz referência ao famoso bairro de Londres onde a comunidade local, motivada pelo constante cerco policial, uniu-se aos punks e promoveu um épico quebra-quebra nos anos 1980.
Ao contar a história de um robô oprimido que luta contra a polícia, a animação mescla cenas reais do passado e efeitos visuais modernos com bastante veracidade. Confira o vídeo :

By Getro.com.br

Ridley Scott dirigirá continuação de 'Blade Runner'


Trinta anos depois de seu lançamento, "Blade Runner" ganhará uma continuação. Ou um "prequel". O diretor Ridley Scott - também responsável pelo sucesso de ficção científica, lançado em 1982 - ainda não decidiu se o novo longa se passará antes ou depois do original, ambientado no vindouro ano de 2019. As informações são do site The Hollywood Reporter.
A Alcon Entertainment, produtora responsável pelo ganhador do Oscar "Um sonho possível", de 2009, adquiriu os direitos para rodar o longa no começo deste ano. No acordo, não estava previsto um remake do original, mas seus executivos não confirmam se o filme retratará o começo da saga de Rick Deckard, vivido por Harrison Ford, e sua luta contra os replicantes ou se abordará sua vida posterior.

Vamos aguardar.


Fonte: O Globo







PHILIP K. DICK VOLTA À CENA COM LIVRO E UMA SÉRIE DE PRODUÇÕES BASEADAS EM SUAS HISTÓRIAS


Você pode até não saber quem é Philip K. Dick, mas com certeza você já ouviu falar de pelo menos um dos filmes baseados no que ele escreveu. Afinal de contas, a obra do escritor americano gerou adaptações milionárias para a telona, como Blade runner: o caçador de androides,Minority report: a nova lei e O homem duplo, todos com grandes nomes como atores principais e excelentes diretores por trás das câmeras.
E vem aí mais uma avalanche de filmes inspirados em suas obras. O diretor francês Michel Gondry (O besouro verde) está adaptando para o cinema o livro Ubik, considerado pela revista Time um dos 100 melhores romances em língua inglesa – mostra o planejamento que pessoas mortas fazem de suas próximas vidas. O diretor Ridley Scott, que dirigiu Blade runner, está produzindo série baseada no mundo em que os nazistas venceram a Segunda Guerra, tema do livro O homem do castelo alto. E o longa Os agentes do destino, com Matt Damon, adaptado do conto “Adjustment Bureau”, tem estreia prevista para este mês no Brasil.
 Outra boa notícia é que, depois de um tempo sumido das prateleiras, Philip K. Dick volta a ser encontrado com facilidade nas livrarias. O lançamento mais recente do autor no Brasil é Os três estigmas de Palmer Eldritch, publicado pela Editora Aleph e escrito originalmente em 1964. No livro, Philip K. Dick mescla religião, colonização de outros planetas e um tema extremamente atual: o aquecimento global, que leva as pessoas a usarem aparelhos de ar-condicionado portáteis e a passar férias na Antártida para fugir do calor. Qualquer semelhança com o noticiário cada vez mais alarmante com o clima pode não ser mera coincidência. A obra se junta a outras publicações recentes do autor no país, como O caçador de androides, que baseou o hoje clássico Blade runner, e O homem do castelo alto, que mostra uma distopia em que os nazistas venceram a Segunda Guerra.
 Nem sempre foi assim. Depois dos anos 1980, quando teve inúmeros livros publicados no país e edições importadas de Portugal ajudavam a disseminar as obras, o autor praticamente desapareceu das livrarias, com exceção de uma ou outra publicação pontual, baseada na adaptação de algum livro para o cinema. Só a partir de 2006, com a publicação de O homem do castelo alto, ele passou a merecer uma atenção melhor tanto do mercado quanto dos leitores.
Temas atuais
Marcos Fernando de Barros Lima, produtor editorial da Editora Aleph, uma das responsáveis pelo retorno do autor às prateleiras, afirma que, “sendo Philip K. Dick um dos autores mais renomados da área de ficção científica, ele faz parte da proposta da editora de resgatar os clássicos desse ramo da literatura, que merece mais atenção e destaque”. Segundo ele, os livros estão vendendo bem. Para o produtor, as obras do escritor americano voltaram a interessar o público pelo fato de tratarem de temas que estão em discussão hoje em dia, mesmo tendo sido escritas há mais de 40 anos.
“Philip K. Dick tem potencial suficiente para atingir diversos tipos de leitores. Em seus livros, trata de temas muito atuais, como aquecimento global, drogas e aborda questões filosóficas, espirituais e tecnológicas”, explica. De fato, esta mistura entre tecnologia e misticismo é marcante na obra de Philip K. Dick. Um dos precursores do gênero cyberpunk, ele passou cada vez mais a incrementar o cenário hi-tech de seus livros com abordagem sobre abusos de drogas, parapsicologia, sem falar em questionamentos religiosos, baseados principalmente nas próprias experiências no assunto. Em 1974, passou por momento de delírio. Acreditava ter vida dupla, como escritor no século 20 e cristão perseguido pelos romanos no século 1. A experiência, claro, marcou seu trabalho, principalmente nos escritos no fim da vida, como Valis.
Para este ano, não há mais lançamentos previstos, mas isso não é necessariamente uma notícia ruim. Além de os livros do autor seguirem no prelo para novas traduções, dá tempo de quem se interessar pelo estranho universo de Philip K. Dick se inteirar do assunto. Afinal, é sempre bom saber como vai ser o mundo quando a temperatura média bater os 50 graus.
Para começar a ler
A bibliografia de Philip K. Dick é vasta. São 36 romances e centenas de contos que o autor produziu entre 1950 e 1982. Muito pouco do que ele publicou chegou a ser traduzido no Brasil e os livros encontrados com maior facilidade são os publicados pelas editoras Aleph e Rocco, que dividem os direitos do autor no país. Duas boas portas de entrada para o mundo de Dick são O caçador de androides e O homem do castelo alto.
Se o leitor tiver disposição de explorar sebos, as opções de leitura ficam mais diversificadas. As edições portuguesas da Editora Europa-América e os livros publicados nos anos 1980 pelas editoras Melhoramentos e Brasiliense, como O labirinto da morte e Os clãs da lua Alfa, podem ser encontrados com facilidade pelas estantes, apesar de estarem esgotados há vários anos.
Livros de Philip K. Dick no Brasil
Pela Editora Aleph
O homem do castelo alto (304 páginas, R$ 44)
Os três estigmas de Palmer Eldricht (248 páginas, R$ 42)
Ubik (238 páginas, R$ 42)
Valis (304 páginas, R$ 44)
Pela Editora Rocco
O caçador de androides (256 páginas, R$ 36)
O homem duplo (308 páginas, R$ 38,50)
Vozes da rua (432 páginas, R$ 58,50)
Inspiração do cinema
Sem dúvidas, o filme mais famoso baseado em uma obra de Philip K. Dick é Blade runner: o caçador de androides. O trabalho foi o primeiro a ser adaptado, em 1982, pelo diretor Ridley Scott. Com Harrison Ford no papel de Deckart, um policial cujo trabalho é perseguir os replicantes, robôs que são idênticos aos humanos, mas estão fora da lei. O visual impressionante da Los Angeles futurista, onde não há animais de carne e osso e a vida está se extinguindo, juntamente com a trilha criada por Vangelis, ajudou a catapultar o filme para o status de cult. Philip K. Dick em pessoa chegou a visitar o set de filmagens e aprovar tudo que estava sendo feito, antes de morrer de um AVC, seis meses antes do lançamento do filme.
Além do clássico, vários outros filmes alcançaram sucesso razoável e contaram com grandes estrelas em papéis principais e por trás das câmeras. O vingador do futuro (1990) traz no elenco Sharon Stone e Arnold Schwarzenegger, que interpreta um homem que vai até Marte em busca de respostas para suas memórias implantadas. Minority report (2002) foi dirigido por Steven Spielberg e tem Tom Cruise no papel do policial que precisa proteger uma paranormal que prevê crimes.
Já O homem duplo, de 2006, conta com Richard Linklater (Waking life, Escola do rock), além de uma trinca de atores de fazer inveja. Keanu Reeves tem o papel principal, um detetive que se infiltra em um grupo de viciados na droga Substância D para descobrir quem a produz. Winona Ryder faz a namorada do policial e Robert Downey Jr. é um dos dependentes químicos. Para quem ficou com vontade de ver: todos estão disponíveis em DVD e podem ser facilmente encontrados até em grandes lojas de departamento.
Poster Teaser Ubik
 Filmografia
. Blade runner: o caçador de androides, de 1982. Dirigido por Ridley Scott, com Harrison Ford. Baseado no livro Caçador de androides
. O vingador do futuro, de 1990. Dirigido por Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone. Baseado no conto “Podemos recordar para você, por um preço razoável”
. Confissões de um louco, de 1992. Dirigido por Jérôme Boivin. Baseado no livro Confessions of a crap artist
. Screamers: assassinos cibernéticos, de 1995. Dirigido por Christian Duguay. Baseado no conto “Second Variety”
. O impostor, de 2002. Dirigido por Gary Fleder. Baseado no conto “Impostor”
. Minority report: a nova lei, de 2002. Dirigido por Steven Spielberg, com Tom Cruise. Baseado no conto “The Minority report”
. O pagamento, de 2003. Dirigido por John Woo, baseado na história “Paycheck”
. O homem duplo, de 2006. Dirigido por Richard Linklater, com Keanu Reeves, Winona Ryder e Robert Downey Jr. Baseado no livro O homem duplo
. O vidente, de 2007. Dirigido por Lee Tamahori, baseado no conto “The Golden Man”

fonte: >> UAI – por João Renato Faria

Elysium

 Distrito 9 foi um dos melhores filmes recentes de ficção científica. Além de um visual interessante, ele apostou em uma pesada questão social, algo que os melhores do gênero fazem (ou faziam). Seu diretor, Neil Blomkamp, já chegou a ser ligado a projetos que vão desde O Hobbit até um remake de Duna, mas seu novo e misterioso projeto (uma mega-produção, depois dos prêmios e da bilheteria de Distrito), é Elysium, e há uma boa notícia para os fãs do cinema brasileiro.
Não se sabe muito sobre o novo projeto, que conta com bons nomes, como Judie Foster, Matt Damon e Sharlto Copley, e será uma ficção ambientada em outro planeta, 100 anos no futuro. A este elenco de peso, se junta Wagner Moura, que viverá um vilão poderoso e de humor doentio, segundo o Latino Review (que, inclusive, chama Tropa de Elite de “Kickass braziliam film”).
Fruto dos prêmios internacionais e elogios a Tropa, é um bom passo para Moura, acompanhando a escolha de José Padilha para dirigir o novo Robocop.
Elysium, que deve estrear em 2012, terá ainda cenografia de Syd Mead, de clássicos como Blade Runner e Alien: O Resgate.

Ubik: Mais Philip K. Dick nos Cinemas

 

Ubik, livro de ficção científica foi escrito por Philip K. Dick, o mesmo autor da obra que serviu de base para o filme Blade Runner - O Caçador de Androides, O Vingador do Futuro, Minority Report-a nova lei, O Vidente, O Homem Duplo...

De acordo com o site Deadline, Michel Gondry está adaptando para as telonas Ubik (1969), romance de ficção científica do falecido Philip K. Dick que foi considerado pela revista Time um dos melhores 100 de todos os tempos. Gondry, provavelmente, também irá dirigir a versão cinematográfica da obra.

A história metafísica se passa em 1992 (ou seja, para a época, era futurista) e retrata a morte e a salvação ao mostrar pessoas mortas confabulando e planejando sua próxima encarnação.

Steve Zaillian e Steve Golin estão cuidando da produção por meio das empresas Film Rites e Anonymous Content. Enquanto nenhum estúdio abraça o projeto, Golin está fornecendo o financiamento necessário para que a ideia seja desenvolvida. Garrett Basch assume como produtor executivo.

Gondry confirmou ao site Allocine que a adaptação do livro está na sua lista projetos, mas ele ainda não definiu qual será seu próximo filme.

A história de Ubik, gira em torno de um homem que trabalha em uma empresa de segurança especializada em bloquear espionagem telepática. A empresa começa a ter dificuldades após aceitar um trabalho na lua.

O filme mais recente de Gondry, foi “Besouro Verde”.
O Diretor Michel Gondry
Vale lembrar que Philip K. Dick é, também, autor de Androides Sonham Com Carneiros Elétricos, que serviu de base para o premiado longa Blade Runner - O Caçador de Androides (1982). Mais dois livros dele estão sendo levados às telonas: seu conto Adjustment Bureau virou o filme Os Agentes do Destino, que deve estreiar em abril por aqui, com Matt Damon e Emily Blunt no elenco. Já Podemos adiantar para você que O Vingador do Futuro, com Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone, ganhará um remake em 2012 com Colin Farrell estrelando.

“BLADE RUNNER”: WARNER QUER SEQUÊNCIA E O DIRETOR DE “BATMAN”, CHRIS NOLAN, PODE DIRIGIR


A Warner Bros., juntamente com a Alcon Entertainment, pretende produzir sequências e pré-sequências para o clássico de ficção científica “Blade Runner – O Caçador de Andróides”, de 1982. Recentemente, a Alcon, que pertence à Warner, adquiriu os direitos do filme.

Os representantes da Alcon, Andrew Kosove  e Broderick Johnson, responderam de maneira bem vaga sobre o que pretendem fazer com as possíveis sequências do filme.

- Realmente não sabemos ainda. Nós passaremos por um processo no qual vamos ouvir diferentes ideias de roteiristas e de potenciais diretores antes de definir algo – disse Kosove.

Sobre possíveis diretores, Kosove cita Chistopher Nolan, famoso por “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.
- [Queremos] Nosso amigo Chris Nolan com quem fizemos “Insônia”. A metodologia que Chris trouxe para “Batman” é precisamente o que nós queremos de um cineasta – explicou.

Fala-se ainda em pré-sequências, que contariam a história acontecida antes daquela que se passa no primeiro filme.  “Blade Runner” se passa no ano de 2019 e traz Harrison Ford como o protagonista, cuja missão é caçar replicantes, robôs que tentam se passar por humanos.

>> O REPORTER – por Felipe Rocha



10 previsões dos filmes de Ficção Científica que não aconteceram


Prever o futuro é coisa complicada, entre cientistas, sociólogos, picaretas e outros estudiosos do assunto, uma classe se destaca por ser a mais popular e descompromissadamente abusada, a dos roteiristas de cinema. Ao contrário dos filmes que tratam do futuro distante, algumas produções apostam num futuro próximo.
O problema é que o tempo passa, irremediavelmente esse futuro próximo chega e a história do cinema comete algumas gafes interessantes. Por isso listei aqui 10 promessas do cinema futurista que não deram certo.
1966 - Monotrilhos, arranha-céus e cogumelos nucleares
 Foi o que o viajante do tempo George presenciou quando viajou para a Londres em plena década de sessenta. Assim foi o fim do mundo foi imaginado por H.G. Wells em 1897 no seu clássico “A Máquina do Tempo” adaptada pro cinema em 1960. Mérito para Wells que surpreendentemente acertou eventos que realmente ocorreriam como as Guerras Mundiais. Porém, no caso acima vacilou, o máximo que o pobre George teria presenciado em 66 era a fervilhante Swingin London e a comemoração Inglesa pela Copa do Mundo daquele ano.
1970 - Ah, Uma casinha na lua
No filme “Project Moonbase” a premissa era um projeto para a construção de bases lunares. Parece absurdo, mas se você imaginar que no ano em que entrou em cartaz, 1953, o homem ainda nem tinha pisado no nosso satélite solitário, dá para relevar. Na verdade já se passaram 30 anos da previsão, e nós ainda não temos nenhum sinal da construção da tal base lunar, e este projeto está sendo especulado para 2069.
1984 – O Big Brother observa você
 Para George Orwell era fácil imaginar em 1948 que décadas depois, um partido poderia assumir o controle vigilante e paranóico de toda uma sociedade. Era o pós-guerra, o medo de governos totalitários e o assombro com a destruição nuclear estavam em pauta. O fato é que já passamos em muito o tal “1984″ (o filme foi rodado no mesmo ano) e até agora “Big Brother” é apenas um programa de TV.
1997 – Virus letal mata geral
Essa não é uma promessa científica na verdade, mas é um aviso sobre o resultado da tecnologia em mãos erradas. Era a promessa de “Os Doze Macacos” onde o mundo seria devastado por uma estranha e devastadora doença. O filme é de 1995, ou seja, uma previsão bastante ousada. Pior, quase acertou, pois em 1998, o vírus Ebola, altamente contagioso surpreendeu todo o mundo e poderia ter confirmado a previsão do filme de Terry Gilliam.
1997 – Holocausto Nuclear, Inteligência artificial e outras bossas
Durante a Guerra Fria o medo de uma guerra nuclear era tangível e muitos filmes como “O Dia Seguinte” mostraram versões de como seria este holocausto. Alguns filmes chegaram até a fazer uma previsão “exata” como “Exterminador do Futuro” que dava como certo o dia 29 de agosto de 1997 para o Juízo Final, causado por um levante da rede de computadores. Felizmente, nada remotamente parecido aconteceu na data prevista.
1997 – Nova York – Carandiru Gigante
1997 era mesmo o ano. No cinetrash “Fuga de Nova York” a grande maçã se transformou lá pelo ano de 1997 em uma gigantesca Alcatraz, onde os mais terríveis tipos de criminosos estão exilados. Bem, tivemos alguns atentados graves e governos republicanos por lá, mas nada que reduzisse a cidade em um monte de escombros habitados por facínoras.
1998 – Viagens no tempo e backup de cérebro.
No obscuro filme de ficção científica “Freejack – Os Imortais”, o personagem de Emílio Esteves é enviado ao futuro de 2009 onde teria sua mente transplantada para o corpo de Anthony Hopkins e vice versa. O fato é que as possibilidades de viagens no tempo e downloads de cérebros acabaram descartadas na década passada.
2001 Odisseias no espaço
Naves espaciais capazes de fazerem viagens para Júpiter, inteligência artificial, tudo isso foi prometido na obra “2001”, bem o ano já passou e até agora, 10 anos depois, o máximo de aventura que tivemos no espaço foi um passeio espacial para consertar algum satélite. Se você parar para pensar no assunto, isto é bem entediante, não é?
2004 – Viagem no tempo e Espacate do futuro
No futuro próximo do filme “Guardião do Tempo”, viagens temporais já seriam uma realidade. Tanto que já existiria até mesmo uma agência que cuidaria de manter a realidade espaço-temporal intocada, a Time Enforcement Commission. Agência essa que contrataria como seu policial mais dedicado nada mais que Jean Clude Van Damme. Loucura, loucura, loucura. Ou pelo menos uma proposta ousada, já que o filme é de 1994.
2010 – O ano em que faremos Contato, ou não….
 “Ok, 2001 é muito cedo, vamos avançar 10 anos para poder abusar mais” não sei se foi esse o pensamento, mas Arthur Clarke previu que em 2010 era o ano em que a raça humana encontraria raças alienígenas. Bem, no fim da década conhecemos a Lady Gaga, mas acho que isso ainda é muito distante do contato alienígena que Clarke imaginou.
2015 – carros voadores, skates voadores e pizzas desidratadas
Todas essas maravilhas foram prometidas no divertidíssimo “De Volta para o Futuro Parte 2″. O problema é que faltam apenas 4 anos para a época na qual a trama é passada, e somente um contato com uma avançada civilização alienígena, que também não aconteceu em 2010, pode viabilizar todas as promessas feitas neste ótimo filme.
2019 – Panair dá a volta por cima?
No filme “Blade Runner” estamos em 2019 e apesar de um cenário de carros voadores (olha eles aí de novo) e colonização espacial se tornar cada dia menos provável, um detalhe interessante: Lá pelas tantas aparece um gigantesco luminoso da PanAir, que sugere que a companhia de aviação seria naquela época uma mega-coorporação. Bem, se for assim mesmo, alguém precisa urgentemente recriar a empresa, porque a PanAm faliu miseravelmente ainda em 1991.

Pablo Peixoto by Techtudo
 
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