Carlos Cabrera
é um Artista Conceitual da Argentina , e ja faz um certo tempo, que o
mesmo criou a série de tutoriais em vídeo "watch & learn" . São
tutoriais em vídeo gravados a velocidade real, sem som e na integra,
desde de esboço a finalização. Como ele postou alguns vídeos no Vimeo,
vou por aqui para a apreciação de todos que acessam o blog:
É só dar um clique nos links...
http://vimeo.com/15197590
http://vimeo.com/15197922
http://vimeo.com/17196176
.
.
.
Todos os tutoriais são feitos em Photoshop, porém como os conceitos de
pintura digital são os mesmos, estes podem ser aplicados a qualquer
software que queira.
Marcadores:
Cinema,
Ficção Cientifica,
Filmes,
Literatura Estrangeira,
Philip K. Dick
Você pode até não saber quem é Philip K. Dick, mas com certeza você já ouviu falar de pelo menos um dos filmes baseados no que ele escreveu. Afinal de contas, a obra do escritor americano gerou adaptações milionárias para a telona, como Blade runner: o caçador de androides,Minority report: a nova lei e O homem duplo, todos com grandes nomes como atores principais e excelentes diretores por trás das câmeras.
E vem aí mais uma avalanche de filmes inspirados em suas obras. O diretor francês Michel Gondry (O besouro verde) está adaptando para o cinema o livro Ubik, considerado pela revista Time um dos 100 melhores romances em língua inglesa – mostra o planejamento que pessoas mortas fazem de suas próximas vidas. O diretor Ridley Scott, que dirigiu Blade runner, está produzindo série baseada no mundo em que os nazistas venceram a Segunda Guerra, tema do livro O homem do castelo alto. E o longa Os agentes do destino, com Matt Damon, adaptado do conto “Adjustment Bureau”, tem estreia prevista para este mês no Brasil.
Outra boa notícia é que, depois de um tempo sumido das prateleiras, Philip K. Dick volta a ser encontrado com facilidade nas livrarias. O lançamento mais recente do autor no Brasil é Os três estigmas de Palmer Eldritch, publicado pela Editora Aleph e escrito originalmente em 1964. No livro, Philip K. Dick mescla religião, colonização de outros planetas e um tema extremamente atual: o aquecimento global, que leva as pessoas a usarem aparelhos de ar-condicionado portáteis e a passar férias na Antártida para fugir do calor. Qualquer semelhança com o noticiário cada vez mais alarmante com o clima pode não ser mera coincidência. A obra se junta a outras publicações recentes do autor no país, como O caçador de androides, que baseou o hoje clássico Blade runner, e O homem do castelo alto, que mostra uma distopia em que os nazistas venceram a Segunda Guerra.
Nem sempre foi assim. Depois dos anos 1980, quando teve inúmeros livros publicados no país e edições importadas de Portugal ajudavam a disseminar as obras, o autor praticamente desapareceu das livrarias, com exceção de uma ou outra publicação pontual, baseada na adaptação de algum livro para o cinema. Só a partir de 2006, com a publicação de O homem do castelo alto, ele passou a merecer uma atenção melhor tanto do mercado quanto dos leitores.
Temas atuais
Marcos Fernando de Barros Lima, produtor editorial da Editora Aleph, uma das responsáveis pelo retorno do autor às prateleiras, afirma que, “sendo Philip K. Dick um dos autores mais renomados da área de ficção científica, ele faz parte da proposta da editora de resgatar os clássicos desse ramo da literatura, que merece mais atenção e destaque”. Segundo ele, os livros estão vendendo bem. Para o produtor, as obras do escritor americano voltaram a interessar o público pelo fato de tratarem de temas que estão em discussão hoje em dia, mesmo tendo sido escritas há mais de 40 anos.
“Philip K. Dick tem potencial suficiente para atingir diversos tipos de leitores. Em seus livros, trata de temas muito atuais, como aquecimento global, drogas e aborda questões filosóficas, espirituais e tecnológicas”, explica. De fato, esta mistura entre tecnologia e misticismo é marcante na obra de Philip K. Dick. Um dos precursores do gênero cyberpunk, ele passou cada vez mais a incrementar o cenário hi-tech de seus livros com abordagem sobre abusos de drogas, parapsicologia, sem falar em questionamentos religiosos, baseados principalmente nas próprias experiências no assunto. Em 1974, passou por momento de delírio. Acreditava ter vida dupla, como escritor no século 20 e cristão perseguido pelos romanos no século 1. A experiência, claro, marcou seu trabalho, principalmente nos escritos no fim da vida, como Valis.
Para este ano, não há mais lançamentos previstos, mas isso não é necessariamente uma notícia ruim. Além de os livros do autor seguirem no prelo para novas traduções, dá tempo de quem se interessar pelo estranho universo de Philip K. Dick se inteirar do assunto. Afinal, é sempre bom saber como vai ser o mundo quando a temperatura média bater os 50 graus.
Para começar a ler
A bibliografia de Philip K. Dick é vasta. São 36 romances e centenas de contos que o autor produziu entre 1950 e 1982. Muito pouco do que ele publicou chegou a ser traduzido no Brasil e os livros encontrados com maior facilidade são os publicados pelas editoras Aleph e Rocco, que dividem os direitos do autor no país. Duas boas portas de entrada para o mundo de Dick são O caçador de androides e O homem do castelo alto.
Se o leitor tiver disposição de explorar sebos, as opções de leitura ficam mais diversificadas. As edições portuguesas da Editora Europa-América e os livros publicados nos anos 1980 pelas editoras Melhoramentos e Brasiliense, como O labirinto da morte e Os clãs da lua Alfa, podem ser encontrados com facilidade pelas estantes, apesar de estarem esgotados há vários anos.
Livros de Philip K. Dick no Brasil
Pela Editora Aleph
O homem do castelo alto (304 páginas, R$ 44)
Os três estigmas de Palmer Eldricht (248 páginas, R$ 42)
Ubik (238 páginas, R$ 42)
Valis (304 páginas, R$ 44)
Pela Editora Rocco
O caçador de androides (256 páginas, R$ 36)
O homem duplo (308 páginas, R$ 38,50)
Vozes da rua (432 páginas, R$ 58,50)
Inspiração do cinema
Sem dúvidas, o filme mais famoso baseado em uma obra de Philip K. Dick é Blade runner: o caçador de androides. O trabalho foi o primeiro a ser adaptado, em 1982, pelo diretor Ridley Scott. Com Harrison Ford no papel de Deckart, um policial cujo trabalho é perseguir os replicantes, robôs que são idênticos aos humanos, mas estão fora da lei. O visual impressionante da Los Angeles futurista, onde não há animais de carne e osso e a vida está se extinguindo, juntamente com a trilha criada por Vangelis, ajudou a catapultar o filme para o status de cult. Philip K. Dick em pessoa chegou a visitar o set de filmagens e aprovar tudo que estava sendo feito, antes de morrer de um AVC, seis meses antes do lançamento do filme.
Além do clássico, vários outros filmes alcançaram sucesso razoável e contaram com grandes estrelas em papéis principais e por trás das câmeras. O vingador do futuro (1990) traz no elenco Sharon Stone e Arnold Schwarzenegger, que interpreta um homem que vai até Marte em busca de respostas para suas memórias implantadas. Minority report (2002) foi dirigido por Steven Spielberg e tem Tom Cruise no papel do policial que precisa proteger uma paranormal que prevê crimes.
Já O homem duplo, de 2006, conta com Richard Linklater (Waking life, Escola do rock), além de uma trinca de atores de fazer inveja. Keanu Reeves tem o papel principal, um detetive que se infiltra em um grupo de viciados na droga Substância D para descobrir quem a produz. Winona Ryder faz a namorada do policial e Robert Downey Jr. é um dos dependentes químicos. Para quem ficou com vontade de ver: todos estão disponíveis em DVD e podem ser facilmente encontrados até em grandes lojas de departamento.
Filmografia
. Blade runner: o caçador de androides, de 1982. Dirigido por Ridley Scott, com Harrison Ford. Baseado no livro Caçador de androides
. O vingador do futuro, de 1990. Dirigido por Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone. Baseado no conto “Podemos recordar para você, por um preço razoável”
. Confissões de um louco, de 1992. Dirigido por Jérôme Boivin. Baseado no livro Confessions of a crap artist
. Screamers: assassinos cibernéticos, de 1995. Dirigido por Christian Duguay. Baseado no conto “Second Variety”
. O impostor, de 2002. Dirigido por Gary Fleder. Baseado no conto “Impostor”
. Minority report: a nova lei, de 2002. Dirigido por Steven Spielberg, com Tom Cruise. Baseado no conto “The Minority report”
. O pagamento, de 2003. Dirigido por John Woo, baseado na história “Paycheck”
. O homem duplo, de 2006. Dirigido por Richard Linklater, com Keanu Reeves, Winona Ryder e Robert Downey Jr. Baseado no livro O homem duplo
. O vidente, de 2007. Dirigido por Lee Tamahori, baseado no conto “The Golden Man”
fonte: >> UAI – por João Renato Faria
PHILIP K. DICK VOLTA À CENA COM LIVRO E UMA SÉRIE DE PRODUÇÕES BASEADAS EM SUAS HISTÓRIAS
Você pode até não saber quem é Philip K. Dick, mas com certeza você já ouviu falar de pelo menos um dos filmes baseados no que ele escreveu. Afinal de contas, a obra do escritor americano gerou adaptações milionárias para a telona, como Blade runner: o caçador de androides,Minority report: a nova lei e O homem duplo, todos com grandes nomes como atores principais e excelentes diretores por trás das câmeras.
E vem aí mais uma avalanche de filmes inspirados em suas obras. O diretor francês Michel Gondry (O besouro verde) está adaptando para o cinema o livro Ubik, considerado pela revista Time um dos 100 melhores romances em língua inglesa – mostra o planejamento que pessoas mortas fazem de suas próximas vidas. O diretor Ridley Scott, que dirigiu Blade runner, está produzindo série baseada no mundo em que os nazistas venceram a Segunda Guerra, tema do livro O homem do castelo alto. E o longa Os agentes do destino, com Matt Damon, adaptado do conto “Adjustment Bureau”, tem estreia prevista para este mês no Brasil.
Outra boa notícia é que, depois de um tempo sumido das prateleiras, Philip K. Dick volta a ser encontrado com facilidade nas livrarias. O lançamento mais recente do autor no Brasil é Os três estigmas de Palmer Eldritch, publicado pela Editora Aleph e escrito originalmente em 1964. No livro, Philip K. Dick mescla religião, colonização de outros planetas e um tema extremamente atual: o aquecimento global, que leva as pessoas a usarem aparelhos de ar-condicionado portáteis e a passar férias na Antártida para fugir do calor. Qualquer semelhança com o noticiário cada vez mais alarmante com o clima pode não ser mera coincidência. A obra se junta a outras publicações recentes do autor no país, como O caçador de androides, que baseou o hoje clássico Blade runner, e O homem do castelo alto, que mostra uma distopia em que os nazistas venceram a Segunda Guerra.
Nem sempre foi assim. Depois dos anos 1980, quando teve inúmeros livros publicados no país e edições importadas de Portugal ajudavam a disseminar as obras, o autor praticamente desapareceu das livrarias, com exceção de uma ou outra publicação pontual, baseada na adaptação de algum livro para o cinema. Só a partir de 2006, com a publicação de O homem do castelo alto, ele passou a merecer uma atenção melhor tanto do mercado quanto dos leitores.
Temas atuais
Marcos Fernando de Barros Lima, produtor editorial da Editora Aleph, uma das responsáveis pelo retorno do autor às prateleiras, afirma que, “sendo Philip K. Dick um dos autores mais renomados da área de ficção científica, ele faz parte da proposta da editora de resgatar os clássicos desse ramo da literatura, que merece mais atenção e destaque”. Segundo ele, os livros estão vendendo bem. Para o produtor, as obras do escritor americano voltaram a interessar o público pelo fato de tratarem de temas que estão em discussão hoje em dia, mesmo tendo sido escritas há mais de 40 anos.
“Philip K. Dick tem potencial suficiente para atingir diversos tipos de leitores. Em seus livros, trata de temas muito atuais, como aquecimento global, drogas e aborda questões filosóficas, espirituais e tecnológicas”, explica. De fato, esta mistura entre tecnologia e misticismo é marcante na obra de Philip K. Dick. Um dos precursores do gênero cyberpunk, ele passou cada vez mais a incrementar o cenário hi-tech de seus livros com abordagem sobre abusos de drogas, parapsicologia, sem falar em questionamentos religiosos, baseados principalmente nas próprias experiências no assunto. Em 1974, passou por momento de delírio. Acreditava ter vida dupla, como escritor no século 20 e cristão perseguido pelos romanos no século 1. A experiência, claro, marcou seu trabalho, principalmente nos escritos no fim da vida, como Valis.
Para este ano, não há mais lançamentos previstos, mas isso não é necessariamente uma notícia ruim. Além de os livros do autor seguirem no prelo para novas traduções, dá tempo de quem se interessar pelo estranho universo de Philip K. Dick se inteirar do assunto. Afinal, é sempre bom saber como vai ser o mundo quando a temperatura média bater os 50 graus.
Para começar a ler
A bibliografia de Philip K. Dick é vasta. São 36 romances e centenas de contos que o autor produziu entre 1950 e 1982. Muito pouco do que ele publicou chegou a ser traduzido no Brasil e os livros encontrados com maior facilidade são os publicados pelas editoras Aleph e Rocco, que dividem os direitos do autor no país. Duas boas portas de entrada para o mundo de Dick são O caçador de androides e O homem do castelo alto.
Se o leitor tiver disposição de explorar sebos, as opções de leitura ficam mais diversificadas. As edições portuguesas da Editora Europa-América e os livros publicados nos anos 1980 pelas editoras Melhoramentos e Brasiliense, como O labirinto da morte e Os clãs da lua Alfa, podem ser encontrados com facilidade pelas estantes, apesar de estarem esgotados há vários anos.
Livros de Philip K. Dick no Brasil
Pela Editora Aleph
O homem do castelo alto (304 páginas, R$ 44)
Os três estigmas de Palmer Eldricht (248 páginas, R$ 42)
Ubik (238 páginas, R$ 42)
Valis (304 páginas, R$ 44)
Pela Editora Rocco
O caçador de androides (256 páginas, R$ 36)
O homem duplo (308 páginas, R$ 38,50)
Vozes da rua (432 páginas, R$ 58,50)
Inspiração do cinema
Sem dúvidas, o filme mais famoso baseado em uma obra de Philip K. Dick é Blade runner: o caçador de androides. O trabalho foi o primeiro a ser adaptado, em 1982, pelo diretor Ridley Scott. Com Harrison Ford no papel de Deckart, um policial cujo trabalho é perseguir os replicantes, robôs que são idênticos aos humanos, mas estão fora da lei. O visual impressionante da Los Angeles futurista, onde não há animais de carne e osso e a vida está se extinguindo, juntamente com a trilha criada por Vangelis, ajudou a catapultar o filme para o status de cult. Philip K. Dick em pessoa chegou a visitar o set de filmagens e aprovar tudo que estava sendo feito, antes de morrer de um AVC, seis meses antes do lançamento do filme.
Além do clássico, vários outros filmes alcançaram sucesso razoável e contaram com grandes estrelas em papéis principais e por trás das câmeras. O vingador do futuro (1990) traz no elenco Sharon Stone e Arnold Schwarzenegger, que interpreta um homem que vai até Marte em busca de respostas para suas memórias implantadas. Minority report (2002) foi dirigido por Steven Spielberg e tem Tom Cruise no papel do policial que precisa proteger uma paranormal que prevê crimes.
Já O homem duplo, de 2006, conta com Richard Linklater (Waking life, Escola do rock), além de uma trinca de atores de fazer inveja. Keanu Reeves tem o papel principal, um detetive que se infiltra em um grupo de viciados na droga Substância D para descobrir quem a produz. Winona Ryder faz a namorada do policial e Robert Downey Jr. é um dos dependentes químicos. Para quem ficou com vontade de ver: todos estão disponíveis em DVD e podem ser facilmente encontrados até em grandes lojas de departamento.
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| Poster Teaser Ubik |
. Blade runner: o caçador de androides, de 1982. Dirigido por Ridley Scott, com Harrison Ford. Baseado no livro Caçador de androides
. O vingador do futuro, de 1990. Dirigido por Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone. Baseado no conto “Podemos recordar para você, por um preço razoável”
. Confissões de um louco, de 1992. Dirigido por Jérôme Boivin. Baseado no livro Confessions of a crap artist
. Screamers: assassinos cibernéticos, de 1995. Dirigido por Christian Duguay. Baseado no conto “Second Variety”
. O impostor, de 2002. Dirigido por Gary Fleder. Baseado no conto “Impostor”
. Minority report: a nova lei, de 2002. Dirigido por Steven Spielberg, com Tom Cruise. Baseado no conto “The Minority report”
. O pagamento, de 2003. Dirigido por John Woo, baseado na história “Paycheck”
. O homem duplo, de 2006. Dirigido por Richard Linklater, com Keanu Reeves, Winona Ryder e Robert Downey Jr. Baseado no livro O homem duplo
. O vidente, de 2007. Dirigido por Lee Tamahori, baseado no conto “The Golden Man”
fonte: >> UAI – por João Renato Faria
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Quadrinhos,
Superman
Nesta semana, os americanos leram a edição 900 de Action Comics. Para comemorar o impressionante marco de longevidade da revista, vários escritores e desenhistas que já passaram pelo Superman se uniram para contar o final de Black Ring, arco que trouxe Lex Luthor em uma busca pelo poder supremo, e várias pequenas histórias comemorativas. E foi uma delas que iniciou uma boa polêmica nos Estados Unidos.
Em uma história escrita por David Goyer (que escreve o roteiro de Man of Steel), o Homem de Aço é criticado por um agente do governo por ter participado de uma manifestação no Irã. Eis que, em contrapartida, o herói renuncia à sua cidadania americana, afirmando que “verdade, justiça e o modo de vida americano” não são mais o bastante e que o mundo está completamente conectado.
Em uma época em que a direita americana duvida da própria nacionalidade do presidente e o escritor J. M. Straczynsk escreve um arco (Grounded) no qual o personagem vaga pelo interior americano, a história de Goyer é um marco, mostrando a consciência de um herói tipicamente americano de seu papel no mundo, o que se conecta aos boatos envolvendo o longa do Superman, onde ele também terá um caráter mundial.
É claro que a mídia (em especial a Fox News) e boa parte do público americano (e até mesmo vários autores) já caíram com todas as armas em cima dessa decisão. Em especial porque o herói é nada menos que um imigrante. Vale lembrar que Clark Kent, sua identidade civil, é um americano nativo (já que os Kent fingiram que ele é seu filho natural), mas o herói sempre assumiu publicamente ser um alienígena, o que o torna alguém que recebeu a nacionalidade americana.
(Em tempo, não lembro de ele ter recebido tal nacionalidade em alguma história, mas a maneira como ele permanece no país e a forma como é submetido ao governo – já teve que atuar, contra sua vontade, sob ordens do presidente Lex Luthor, certa vez – demonstram que ele não é apenas um estrangeiro com algum tipo de visto.)
Há sempre que se lembrar que em todos os países há uma grande (grande, mesmo) classe de pessoas incapaz de interpretar um texto ou de entender uma crítica a qualquer coisa que seja, inclusive a política (experimente criticar algum político brasileiro, de direita a esquerda).
Em um país extremamente nacionalista como os EUA, claro que essa classe é a mais ufanista possível, e desagradará bastante a posição do Superman, de reconhecer que não pode se limitar ao país que o abrigou, o que é um passo importante para um dos mitos mais importantes da cultura pop mundial (embora, claro, seja muito mais forte por lá).
Esta não é a primeira vez que tenta-se desvincular o personagem do país. Aliás, algumas das melhores histórias do Homem de Aço retiram-no do seu contexto americano, como Red Son, ou outras, em que ele se envolve em conflitos de escala global e espacial (eu sou fã de carteirinha, por exemplo, do subestimado “Julgamento do Super-Homem”).
No entanto, há que se considerar que esta, como várias histórias de edições comemorativas, onde há maior liberdade autoral, pode nem ser válida para a cronologia. Além do mais, cada escritor acaba dando um direcionamento diferente ao azulão.
Na fase de Geoff Johns, seguida por James Robinson, tentou-se reforçar sua ligação com Krypton acima da ligação estadunidense, como o fato de enaltecer ser um imigrante (daí usar um uniforme com as cores da bandeira do seu planeta, deixando o simbolismo da bandeira americana) e sua partida para Novo Krypton, chegando a ter que entrar em guerra contra parte do exercito americano. Já Straczynski aborda, exageradamente, seu “patriotismo”, em Grounded. Em sua fase, quase todas as capas do principal título do herói trazem a bandeira americana.
A verdade é que o Superman alcançou um lugar muito grande na cultura pop mundial e se tornou sinônimo de heroísmo. Um heroísmo que, para muitos, já é datado, mas que é puro, pois traz o clássico herói desprendido e com forte ética. No entanto, ele também é o fruto do sonho americano, o garoto da fazenda do interior dos EUA que se torna o homem mais importante do mundo (no Universo DC).
Não há como se separar os dois, o globalizado e o patriota americano. Se querem manter a importância do herói, cabe aos escritores passaram dessas discussões políticas e se aterem a como manter um homem como o Superman num mundo que menospreza cada vez mais valores básicos como família, verdade e humildade. Apesar de constantemente se apossarem desses valores, eles não são típicos americanos, mas pertencem ao mundo. Um mundo que os ignora, como está prestes a ignorar aquele que é mais rápido que uma bala.
fonte:Felipe Pinheiro-Tarja Preta
Superman Renuncia à Cidadania Americana
Nesta semana, os americanos leram a edição 900 de Action Comics. Para comemorar o impressionante marco de longevidade da revista, vários escritores e desenhistas que já passaram pelo Superman se uniram para contar o final de Black Ring, arco que trouxe Lex Luthor em uma busca pelo poder supremo, e várias pequenas histórias comemorativas. E foi uma delas que iniciou uma boa polêmica nos Estados Unidos.
Em uma história escrita por David Goyer (que escreve o roteiro de Man of Steel), o Homem de Aço é criticado por um agente do governo por ter participado de uma manifestação no Irã. Eis que, em contrapartida, o herói renuncia à sua cidadania americana, afirmando que “verdade, justiça e o modo de vida americano” não são mais o bastante e que o mundo está completamente conectado.
Em uma época em que a direita americana duvida da própria nacionalidade do presidente e o escritor J. M. Straczynsk escreve um arco (Grounded) no qual o personagem vaga pelo interior americano, a história de Goyer é um marco, mostrando a consciência de um herói tipicamente americano de seu papel no mundo, o que se conecta aos boatos envolvendo o longa do Superman, onde ele também terá um caráter mundial.
É claro que a mídia (em especial a Fox News) e boa parte do público americano (e até mesmo vários autores) já caíram com todas as armas em cima dessa decisão. Em especial porque o herói é nada menos que um imigrante. Vale lembrar que Clark Kent, sua identidade civil, é um americano nativo (já que os Kent fingiram que ele é seu filho natural), mas o herói sempre assumiu publicamente ser um alienígena, o que o torna alguém que recebeu a nacionalidade americana.
(Em tempo, não lembro de ele ter recebido tal nacionalidade em alguma história, mas a maneira como ele permanece no país e a forma como é submetido ao governo – já teve que atuar, contra sua vontade, sob ordens do presidente Lex Luthor, certa vez – demonstram que ele não é apenas um estrangeiro com algum tipo de visto.)
Há sempre que se lembrar que em todos os países há uma grande (grande, mesmo) classe de pessoas incapaz de interpretar um texto ou de entender uma crítica a qualquer coisa que seja, inclusive a política (experimente criticar algum político brasileiro, de direita a esquerda).
Em um país extremamente nacionalista como os EUA, claro que essa classe é a mais ufanista possível, e desagradará bastante a posição do Superman, de reconhecer que não pode se limitar ao país que o abrigou, o que é um passo importante para um dos mitos mais importantes da cultura pop mundial (embora, claro, seja muito mais forte por lá).
Esta não é a primeira vez que tenta-se desvincular o personagem do país. Aliás, algumas das melhores histórias do Homem de Aço retiram-no do seu contexto americano, como Red Son, ou outras, em que ele se envolve em conflitos de escala global e espacial (eu sou fã de carteirinha, por exemplo, do subestimado “Julgamento do Super-Homem”).
No entanto, há que se considerar que esta, como várias histórias de edições comemorativas, onde há maior liberdade autoral, pode nem ser válida para a cronologia. Além do mais, cada escritor acaba dando um direcionamento diferente ao azulão.
Na fase de Geoff Johns, seguida por James Robinson, tentou-se reforçar sua ligação com Krypton acima da ligação estadunidense, como o fato de enaltecer ser um imigrante (daí usar um uniforme com as cores da bandeira do seu planeta, deixando o simbolismo da bandeira americana) e sua partida para Novo Krypton, chegando a ter que entrar em guerra contra parte do exercito americano. Já Straczynski aborda, exageradamente, seu “patriotismo”, em Grounded. Em sua fase, quase todas as capas do principal título do herói trazem a bandeira americana.
A verdade é que o Superman alcançou um lugar muito grande na cultura pop mundial e se tornou sinônimo de heroísmo. Um heroísmo que, para muitos, já é datado, mas que é puro, pois traz o clássico herói desprendido e com forte ética. No entanto, ele também é o fruto do sonho americano, o garoto da fazenda do interior dos EUA que se torna o homem mais importante do mundo (no Universo DC).
Não há como se separar os dois, o globalizado e o patriota americano. Se querem manter a importância do herói, cabe aos escritores passaram dessas discussões políticas e se aterem a como manter um homem como o Superman num mundo que menospreza cada vez mais valores básicos como família, verdade e humildade. Apesar de constantemente se apossarem desses valores, eles não são típicos americanos, mas pertencem ao mundo. Um mundo que os ignora, como está prestes a ignorar aquele que é mais rápido que uma bala.
fonte:Felipe Pinheiro-Tarja Preta
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Animação,
Carlos Saldanha,
Cinema
Rio
Nas últimas duas semanas mais de 2 milhões
de brasileiros saíram orgulhosos do cinema. O motivo é “Rio”, animação
de Carlos Saldanha que estreou em 150 países.
Não é para menos. O filme é uma linda homenagem ao Rio de Janeiro e chega para coroar nossa ótima fase de queridinho do planeta. É Copa, é Olimpíadas, é cenário de filme, é palco para shows internacionais, é mercado para atores estrangeiros… É o país do futuro, enfim, tornando-se o país do presente.
Saldanha – que mora nos Estados Unidos há quase 20 anos – é o brasileiro que deu certo. Depois de ficar famoso em Hollywood com a série “A Era do Gelo”, realiza o sonho antigo de mostrar os encantos cariocas para o resto do mundo.
Nas inúmeras entrevistas concedidas para divulgar seu trabalho, Saldanha revelou que todas as vezes que vinha ao Brasil lia reportagens sobre pinguins que chegavam à costa brasileira ou sobre tráfico de aves exóticas.
Como sempre teve interesse por temas ecológicos, começou a colecionar essas histórias. Mas, enquanto maturava a ideia, surgiram vários filmes com pinguins e ele teve de mudar o personagem principal. Daí a opção pela ararinha-azul.
“Rio” parte da história de duas ararinhas-azuis para falar sobre o tráfico de aves exóticas e mau-trato animal.
Blu e Jade nunca se viram. Ele mora em Minnesota desde que foi capturado ainda filhote na Floresta da Tijuca e ela vive no Rio de Janeiro. Eles precisam se acasalar porque são os últimos exemplares da espécie.
Nos Estados Unidos, as ararinhas têm as vozes de Jesse Eisenberg (o garoto de “A Rede Social”) e de Anne Hattaway (“O Diabo Veste Prada”).
Enquanto espetáculo visual e representação do espírito brasileiro, o filme de Saldanha é perfeito. É emocionante contemplar numa animação em 3D o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Vista Chinesa, os Arcos da Lapa, o bondinho de Santa Teresa e a Marquês de Sapucaí. De arrepiar mesmo.
Além disso, estão presentes todos os elementos que definem nossa “identidade nacional”, como a paixão pelo futebol, o Carnaval, a alegria, mas também a malandragem, a miséria dos morros e a infância sem perspectiva.
A produção tem o mérito de mostrar as duas faces do Rio – nem tanto ao mar do Leblon, nem tanto às balas perdidas.
Mas enquanto diversão, “Rio” só entretém nos 20 minutos iniciais. Após uma abertura deliciosa, cheia de som e fúria, o que se vê é uma história que renderia um bom curta, não um longa-metragem. Os conflitos são tão envolventes quanto a trama de uma gaze.
“Rio” tem poucas cenas apoteóticas. Uma delas é tascar um “Say You, Say Me”, de Lionel Ritchie, logo que o casal de ararinhas-azuis troca o primeiro olhar. Um tiro.
A dica para encarar “Rio” sem sentir o comichão de sair da sala é apreciar a paisagem e curtir a trilha sonora – que ficou a cargo de Sérgio Mendes. O músico convidou amigos como Will.i.am (do “Black Eyed Peas”), Carlinhos Brown e até Jamie Foxx (o eterno Ray Charles).
Uma coisa é certa: o Rio de Janeiro continua lindo.
fonte: O Mundo Gira...
Não é para menos. O filme é uma linda homenagem ao Rio de Janeiro e chega para coroar nossa ótima fase de queridinho do planeta. É Copa, é Olimpíadas, é cenário de filme, é palco para shows internacionais, é mercado para atores estrangeiros… É o país do futuro, enfim, tornando-se o país do presente.
Saldanha – que mora nos Estados Unidos há quase 20 anos – é o brasileiro que deu certo. Depois de ficar famoso em Hollywood com a série “A Era do Gelo”, realiza o sonho antigo de mostrar os encantos cariocas para o resto do mundo.
Nas inúmeras entrevistas concedidas para divulgar seu trabalho, Saldanha revelou que todas as vezes que vinha ao Brasil lia reportagens sobre pinguins que chegavam à costa brasileira ou sobre tráfico de aves exóticas.
Como sempre teve interesse por temas ecológicos, começou a colecionar essas histórias. Mas, enquanto maturava a ideia, surgiram vários filmes com pinguins e ele teve de mudar o personagem principal. Daí a opção pela ararinha-azul.
“Rio” parte da história de duas ararinhas-azuis para falar sobre o tráfico de aves exóticas e mau-trato animal.
Blu e Jade nunca se viram. Ele mora em Minnesota desde que foi capturado ainda filhote na Floresta da Tijuca e ela vive no Rio de Janeiro. Eles precisam se acasalar porque são os últimos exemplares da espécie.
Nos Estados Unidos, as ararinhas têm as vozes de Jesse Eisenberg (o garoto de “A Rede Social”) e de Anne Hattaway (“O Diabo Veste Prada”).
Enquanto espetáculo visual e representação do espírito brasileiro, o filme de Saldanha é perfeito. É emocionante contemplar numa animação em 3D o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Vista Chinesa, os Arcos da Lapa, o bondinho de Santa Teresa e a Marquês de Sapucaí. De arrepiar mesmo.
Além disso, estão presentes todos os elementos que definem nossa “identidade nacional”, como a paixão pelo futebol, o Carnaval, a alegria, mas também a malandragem, a miséria dos morros e a infância sem perspectiva.
A produção tem o mérito de mostrar as duas faces do Rio – nem tanto ao mar do Leblon, nem tanto às balas perdidas.
Mas enquanto diversão, “Rio” só entretém nos 20 minutos iniciais. Após uma abertura deliciosa, cheia de som e fúria, o que se vê é uma história que renderia um bom curta, não um longa-metragem. Os conflitos são tão envolventes quanto a trama de uma gaze.
“Rio” tem poucas cenas apoteóticas. Uma delas é tascar um “Say You, Say Me”, de Lionel Ritchie, logo que o casal de ararinhas-azuis troca o primeiro olhar. Um tiro.
A dica para encarar “Rio” sem sentir o comichão de sair da sala é apreciar a paisagem e curtir a trilha sonora – que ficou a cargo de Sérgio Mendes. O músico convidou amigos como Will.i.am (do “Black Eyed Peas”), Carlinhos Brown e até Jamie Foxx (o eterno Ray Charles).
Uma coisa é certa: o Rio de Janeiro continua lindo.
fonte: O Mundo Gira...
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